A Paróquia Santuário São Miguel e Almas é uma circunscrição eclesiástica pertencente à Arquidiocese de Juiz de Fora, localizada no município de Santos Dumont, no estado de Minas Gerais. A instituição é o primeiro santuário dedicado a São Miguel e Almas no Brasil, tendo sua matriz elevada ao título de Santuário Arquidiocesano no ano de 2023 pelo Arcebispo local e em comunhão com as diretrizes eclesiásticas. A paróquia atua como sede da "Forania de São Miguel", administrando diversas capelas e comunidades anexas na região.

Etimologia A nomenclatura religiosa "São Miguel e Almas" é derivada diretamente da devoção pessoal de seus fundadores originários, o casal João Gomes Martins e Clara Maria Melo. Ao trazerem uma imagem de sua freguesia de origem em Portugal, que era dedicada ao mesmo padroeiro, o casal instituiu a devoção no local. O município que abriga a matriz sofreu alterações de sua identidade toponímica ao longo dos séculos: inicialmente nomeado Arraial de João Gomes (em alusão ao proprietário das terras), elevado posteriormente à denominação de Palmira e, finalmente, rebatizado como Santos Dumont, em homenagem ao aviador e inventor Alberto Santos Dumont, nascido em fazenda local.

História O desenvolvimento demográfico e urbano que originou a cidade e o estabelecimento da paróquia estão diretamente ligados à abertura do Caminho Novo da Estrada Real, promovido pela Coroa Portuguesa no início do século XVIII visando a facilitação do escoamento de minérios. As terras originais foram concedidas em modelo de Sesmaria a João Gomes Martins. Na esfera eclesiástica e familiar da época, as documentações narram um episódio em que a co-fundadora, Clara Maria de Melo, apelou às autoridades católicas provinciais para que a imagem primitiva do arcanjo São Miguel fosse restituída ao seu local de fundação, em memória ao falecido marido, após uma disputa familiar em que o filho e a nora retiraram a imagem de seu oratório primitivo..

Construção/Fundação Não há dados públicos documentados especificando as despesas em moeda da época, nem registros arquitetônicos exatos das plantas estruturais ou empreiteiros da obra primitiva. A cronologia documentada sobre a fundação segue a seguinte estrutura temporal:

1729 a 1730: Construção da capela primitiva de João Gomes. O complexo inicial, que foi erigido em área que formou o primeiro patrimônio, contendo um cemitério e um cruzeiro, correspondente territorialmente ao trecho situado entre os quilômetros 326 e 332 da futura Rede Ferroviária Federal. João Gomes e sua esposa Clara Maria Melo construíram a Capela com a intenção de abrigar nela a imagem que trouxeram de Portugal de São Miguel e Almas. 1847 a 1850: Período de reconstrução integral da antiga Capela. 31 de dezembro de 1867: A capela é elevada oficialmente à categoria de Paróquia, por meio da Lei Provincial n.o 1.458. Simultaneamente, o Arraial adquire a categoria administrativa de Distrito subordinado a Barbacena. 29 de setembro de 2023: A Matriz de São Miguel e Almas é elevada ao grau de Santuário Arquidiocesano em cerimônia oficial durante as festividades dos Santos Arcanjos.

Religiosidade O Santuário tem um papel basilar na dinâmica institucional da região, figurando como matriz central da Forania de São Miguel. Além da movimentação de turismo religioso da Zona da Mata, exerce a prestação de assistência por meio da Pastoral da Comunicação (Pascom) e organização dos arquivos paroquiais submetidos à Cúria Metropolitana. O atual corpo clerical que gerencia a estrutura abrange:

Pároco Administrador: Padre Gleydson Pimenta de Faria. Vigário Paroquial: Padre Bill Jonatas Silva Souza. Diáconos Permanentes Ativos: André Luiz Teixeira Mendes, Edvaldo Aparecido dos Santos e José Maria da Silva.

Ver também Santos Dumont Alberto Santos Dumont Caminho Novo Arquidiocese de Juiz de Fora

Referências

Ligações externas