Glauber Rocha foi um roteirista, escritor, ator, e diretor de cinema brasileiro. Reconhecido como um dos mais importantes e aclamados cineastas brasileiros de todos os tempos, sendo também um dos mais destacados diretores do movimento cinematográfico dos anos 60 e 70 Cinema Novo, suas obras, consideradas revolucionárias, passaram por importantes festivais e premiações nacionais e internacionais de cinema. Entre suas passagens em grandes festivais de cinema, destacam-se as exibições de seus filmes no Festival de Cinema de Cannes, na França, onde foi indicado a Palma de Ouro, e o Festival de Cinema de Veneza, na Itália, festival esse que competiu pelo Leão de Ouro. Barravento foi seu primeiro longa-metragem. Estreou em competição pelo Cristal de Ouro de Melhor Filme, no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary de 1962. Seu segundo longa-metragem, Deus e o Diabo na Terra do Sol, foi um sucesso de crítica. Estreando mundialmente no Festival de Cinema de Cannes em 1964, onde competiu pelo prêmio de maior prestígio, a Palma de Ouro, é considerado até hoje uma obra-prima do cinema brasileiro. No mesmo ano de sua estreia em Cannes, recebeu o Prêmio Náiade de Ouro no Festival do Cinema Livre, e o Prêmio Governador do Estado de Melhor Música para Sérgio Ricardo. No Prêmio Saci de 1965, Luiz Augusto Mendes recebeu o prêmio de Melhor Produtor, enquanto o ator Maurício do Valle recebeu o de Melhor Ator Coadjuvante. Em 1966, no Festival de Acapulco, recebeu o Prêmio Especial do Júri. Ainda foi o candidato brasileiro ao Oscar de Melhor Filme Internacional de 1965. Em 2015, foi eleito o 2o melhor filme brasileiro de todos os tempos, em uma lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Ficou em primeira posição em uma lista feita pelo jornal Folha de S. Paulo em 1999, realizada com 24 críticos e estudiosos do cinema brasileiro. Volta a Cannes com seu próximo filme, Terra em Transe, de 1967, também indicado a Palma de Ouro. Saiu do festival com dois prêmios, o Prêmio Luis Buñuel e o Prêmio FIPRESCI. Tornou-se ainda o primeiro filme brasileiro a receber o Leopardo de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cinema de Locarno, na Suiça, no mesmo ano. Terra em Transe ainda passou pelo Festival de Cinema de Havana e Festival de Cinema de Juiz de Fora, premiado em ambos, além de inúmeras honrarias no Prêmio Governo do Estado de São Paulo, incluindo na categoria Melhor Argumento, para Rocha. Ao lado de Deus e o Diabo na Terra do Sol, o filme foi citado pelo Jeanne O Santos, do Cinema em Cena, como um dos "clássicos nacionais". No ano posterior a estreia de Terra em Transe em Cannes, Glauber volta ao festival com O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, também indicado ao prêmio máximo. Rocha fez história ao se tornar o primeiro brasileiro e latino-americano a receber o galardão de Melhor Diretor do festival. No Coruja de Ouro, recebeu a honraria de Melhor Diretor, além do Prêmio Adicional de Qualidade, em 1969. Foi o candidato brasileiro ao Oscar de Filme Internacional de 1970. Ainda em Cannes, ganha o Prêmio Especial do Júri para Melhor Curta-metragem por Di. É selecionado para o Festival de Cinema de Veneza com A Idade da Terra, de 1980, onde competiu pelo Leão de Ouro. Em Veneza, a atriz Norma Bengell recebeu uma Menção Honrosa. Ainda recebeu o Prêmio Especial do Museu de Arte Moderna no Festival Internacional de Cinema de Cartagena, em 1983.
Principais cerimônias
Festival de Cinema de Cannes
Festival de Cinema de Veneza
Festival de Cinema de Locarno
Festival Internacional de Cinema de Cartagena
Coruja de Ouro
Referências