A Família Pompêo de Camargo é uma tradicional família do estado de São Paulo, com atuação destacada no período colonial, imperial e republicano do Brasil e forte presença na história social, política, econômica e cultural de Campinas e região. A família origina-se dos Camargo, família de nobre linhagem que remonta à Idade Média, e que inclui o patriarca Jusepe Ortiz de Camargo, natural de Castrojeriz, Espanha, que emigrou para o Brasil no fim do século XVI.

O ramo Pompêo de Camargo origina-se do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado. Nota de grafia: Encontra-se registros da grafia Pompeu de Camargo, porém trata-se da mesma família.

Origem

O ramo Pompêo de Camargo origina-se da família Camargo, de nobre linhagem que remonta pelo menos à Idade Média e deu origem ao bisneto do navegador espanhol, Alonso de Camargo, Jusepe Ortiz de Camargo, que imigrou da Espanha para o continente Americano nos anos de 1500, por incumbência da Rainha Isabel I, da Espanha, e deu origem a tradicional família que fez parte da formação do Brasil, particularmente da Vila de São Paulo, atual cidade de São Paulo e região. Ele e seus descendentes ocuparam importantes papéis na sociedade do Brasil Colônia, sendo muitos deles notáveis bandeirantes. O filho primogênito de Jusepe, o bandeirante Fernão de Camargo promoveu em uma de suas expedições a fundação do que viria a se tornar a atual cidade de Campinas, como uma parada em meio ao caminho às "Minas dos Goiases", atual Goiás, e nomeada à época de "Campinas do Mato Grosso". Já seu neto, e por sua vez, bisneto de Jusepe, o também bandeirante, Tomás Lopes de Camargo, foi o cofundador de Vila Rica, atual Ouro Preto, dando início ao atual estado de Minas Gerais.

O ramo Pompêo de Camargo está associado ao descendente direto dos supracitados, e portanto tataraneto de Jusepe, o Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado. Ele era filho de José de Camargo Paes e Bárbara Paes de Barros, neto de Tomás Lopes de Camargo, bisneto de Fernando Ortiz de Camargo, o Moço, trineto de Fernão de Camargo e tataraneto de Jusepe Ortiz de Camargo. O Alferes se casou com Ana de Arruda Campos em 1788, filha de Antônio Pompeo Paes e Rita de Arruda Campos. A pesquisa de Felipe Rodrigues Alfonso identifica esse casal como o núcleo da chamada “Linhagem 1” dos Pompêo de Camargo/ Camargo Penteado, que se estabeleceu em Campinas a partir de 1792.

Formação do ramo em Campinas Em 1792, o Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado mudou-se para a freguesia de Campinas com o pai e o irmão, o capitão-mor Floriano de Camargo Penteado, ocasião em que fundou a propriedade da Ponte Alta, enquanto o irmão fundou a Ponte Alta de Cima. Ambas tiveram engenhos erguidos em 1795.

A instalação dessas propriedades coincidiu com os primeiros anos de consolidação econômica da região de Campinas, então marcada pela expansão da agricultura de abastecimento e pela crescente produção açucareira. Os engenhos da família figuraram entre os estabelecimentos que contribuíram para a transformação da antiga freguesia em um dos mais importantes centros agrícolas da Capitania de São Paulo (atual estado de São Paulo). A partir desse núcleo inicial, a família passou a integrar a elite fundiária campineira, acompanhando os sucessivos ciclos econômicos da região. Durante o século seguinte, o XIX, seus membros estiveram ligados à expansão da lavoura canavieira e posteriormente ao desenvolvimento da cafeicultura, atividade que projetou Campinas entre os principais polos econômicos do Império do Brasil. Nas gerações posteriores, o patrimônio familiar diversificou-se. Além da manutenção de importantes fazendas cafeeiras, membros da família participaram da modernização agrícola do interior paulista. Destacou-se por exemplo nesse contexto, Fernão Pompêo de Camargo, proprietário da Fazenda Sete Quedas, considerado um dos pioneiros da cultura do algodão em larga escala no estado de São Paulo, figurando entre os principais produtores do chamado "ouro branco" no século XX. Ao longo dos séculos, a trajetória da família acompanhou a própria evolução econômica de Campinas e região, desde os engenhos de açúcar do período colonial até as grandes lavouras de café e algodão dos séculos XIX e XX, e o mundo corporativo do século XXI refletindo as transformações da agricultura e negócios paulistas e a formação de sua elite.

Propriedades e patrimônio Entre as propriedades associadas à família destacam-se a Fazenda Ponte Alta (atual Fazenda Tozan), a Fazenda Sertão, o Sítio Novo, a Fazenda São João, a Fazenda Jambeiro, a Fazenda Sete Quedas, a Fazenda Cachoeira (atual Fazenda São Martinho da Esperança) e o Solar do Visconde de Indaiatuba.

Essas propriedades refletem a trajetória econômica da família desde os primórdios da ocupação agrícola de Campinas. As fazendas Ponte Alta e Ponte Alta de Cima, estabelecidas no final do século XVIII pelo Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado e por seu irmão, o capitão-mor Floriano de Camargo Penteado, figuram entre os primeiros engenhos da região e estiveram ligadas à expansão da produção açucareira que impulsionou o crescimento econômico da então freguesia de Campinas. Ao longo do século XIX, a família ampliou seu patrimônio rural por meio de propriedades voltadas à produção de açúcar, café e, posteriormente, outras culturas agrícolas. Fazendas como a Sertão, a São João e a Jambeiro integraram o conjunto de propriedades que contribuíram para consolidar a presença dos Pompêo de Camargo entre os grandes proprietários rurais campineiros. A Fazenda Jambeiro teve origem em terras pertencentes ao antigo latifúndio Sete Quedas. Segundo documentação histórica do município de Campinas, sua abertura e formação estiveram ligadas a Dona Thereza Michelina do Amaral Pompeu, esposa do Capitão Antônio Pompêo de Camargo, importante produtora agrícola da região e irmã do Visconde de Indaiatuba. A propriedade destacou-se inicialmente pela produção de cana-de-açúcar e café, sendo posteriormente administrada por seu neto, Herculano Pompêo de Camargo, em 1885.

Outra propriedade de destaque foi a Fazenda Sete Quedas, que durante décadas pertenceu a Fernão Pompêo de Camargo. Reconhecida como uma das mais importantes fazendas da região, tornou-se referência na produção agrícola paulista e ficou associada ao pioneirismo da cultura do algodão em larga escala no estado de São Paulo. A fazenda também recebeu autoridades e visitantes ilustres, sendo frequentemente utilizada para recepções oficiais promovidas pelo governo estadual e pela municipalidade de Campinas. Parte das terras da antiga Fazenda Sete Quedas deu origem, ao atual complexo urbanístico Swiss Park Campinas, um dos maiores empreendimentos imobiliários da cidade. Dessa forma, áreas anteriormente vinculadas ao patrimônio rural da família passaram a integrar a expansão urbana contemporânea de Campinas.

Entre os patrimônios urbanos ligados à família destaca-se ainda o Solar do Visconde de Indaiatuba, construído em 1846 para servir de residência urbana a Dona Thereza Michelina do Amaral Pompeu em ocasião de seu casamento com o Capitão Antônio Pompêo de Camargo. O edifício tornou-se uma das mais importantes residências urbanas da Campinas oitocentista e posteriormente passou a ser associado a seu irmão, Joaquim Bonifácio do Amaral, o Visconde de Indaiatuba, que passou a residir ali também. O solar recebeu personalidades ilustres durante o período imperial — incluindo, O Imperador do Brasil, Dom Pedro II em visita à cidade — e permanece até a atualidade como um dos marcos arquitetônicos mais relevantes do patrimônio histórico campineiro.

Atuação econômica, política e cultural Ao longo de mais de dois séculos, do XVIII à atualidade (século XXI) membros da família estiveram ligados a atividades agrícolas, políticas, empresariais, educacionais, artísticas, literárias, esportivas e médicas, contribuindo para a formação da identidade histórica, econômica e cultural de Campinas e de outras regiões do estado de São Paulo.Entre os representantes mais destacados desse processo esteve Antônio Pompêo de Camargo (1828-1884) conhecido como Totó Pompêo, grande proprietário rural, pioneiro do café e um dos principais acionistas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Além de sua atuação econômica, exerceu mandatos como vereador em Campinas, participou da fundação do Partido Republicano local, colaborou na criação do Colégio Culto à Ciência e do jornal A Província de São Paulo, atualmente denominado O Estado de S. Paulo. Também patrocinou obras públicas locais como a construção da nova matriz (Catedral Metropolitana de Campinas), da Santa Casa e da Maternidade de Campinas. No século XX, a atuação econômica da família acompanhou as transformações da agricultura paulista. Fernão Pompêo de Camargo destacou-se como grande produtor agrícola e pioneiro da cultura do algodão em larga escala no estado de São Paulo. Também exerceu relevante papel político e associativo, presidindo diretórios partidários, atuando na Revolução Constitucionalista de 1932 e participando da fundação de entidades esportivas e recreativas campineiras, entre elas a Sociedade Hípica de Campinas e o Clube Campineiro de Regatas e Natação.

A contribuição da família estendeu-se igualmente ao campo das artes e da cultura. Maria Luiza Pompêo de Camargo destacou-se como pintora e professora, participando de salões oficiais de arte e tendo obras incorporadas aos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu do Ipiranga. Outra integrante da família, Beatriz Pacheco Pompêo de Camargo, também se destacou como artista plástica, expondo em importantes mostras nacionais e integrando o grupo de mulheres pioneiras na profissionalização das artes visuais no Brasil. Na literatura e na preservação da memória, sobressai a atuação de Vitalina Pompêo de Camargo de Souza Queiroz, autora de Reminiscências de Campinas e do romance Mãe e Sogra, obras frequentemente utilizadas como fonte para estudos sobre a história social e urbana da cidade e o envolvimento pioneiro das mulheres na literatura no final do século XIX e início do XX. Seus escritos integram o conjunto de obras produzidas por integrantes da elite paulista no período.

Membros notáveis Alguns dos membros mais notáveis da família são:

Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado (1758-1812) — Militar e proprietário rural. Fundador do ramo Pompêo de Camargo e um dos primeiros proprietários estabelecidos na região de Campinas, onde fundou a Fazenda Ponte Alta em 1795. Dona Thereza Miquelina do Amaral Pompeu (1809–1888) — Proprietária rural ligada às fazendas Sete Quedas e Jambeiro. Esposa do Capitão Antônio Pompêo de Camargo, e mãe de Antônio Pompêo de Camargo, o Totó. Figura de destaque da elite agrária campineira do século XIX e irmã de Joaquim Bonifácio do Amaral, o Visconde de Indaiatuba. Foi benfeitora tendo sido uma das mais maiores doadoras para a construção da Santa Casa de Misericórdia de Campinas e do Passeio Público de Campinas, atual Centro de Convivência Cultural de Campinas. Antônio Pompêo de Camargo, Totó (1828–1884) — Fazendeiro, empresário, político e líder republicano campineiro. Acionista da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, vereador, fundador do Partido Republicano em Campinas e colaborador da criação do jornal A Província de São Paulo, atual O Estado de S. Paulo. Maria Luiza Pompêo de Camargo (1845–1934) — Pintora e professora. Participou de exposições oficiais e teve obras incorporadas aos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu Paulista (Museu do Ipiranga). Vitalina Pompêo de Camargo de Souza Queiroz (1855–1936) — Escritora e memorialista. Autora de obras literárias e participação pioneira no tocante à participação das mulheres na literatura. Fernão Pompêo de Camargo (1877-1952) — Agricultor, líder político e associativo. Proprietário da Fazenda Sete Quedas, pioneiro da cultura do algodão em larga escala no estado de São Paulo e participante da Revolução Constitucionalista de 1932. Dr. Francisco Antônio Pompêo de Camargo (1882-1933) — Médico, professor universitário e político. Atuou na medicina paulista e exerceu funções públicas ligadas à administração e à representação política. Beatriz Pacheco Pompêo de Camargo (1889–1980) — Pintora e artista plástica. Participou de importantes salões de arte brasileiros e integrou a geração pioneira de mulheres artistas profissionais do país. Thomaz F. Pompêo de Camargo - Executivo do setor imobiliário e logístico. Em 2026 foi nomeado CEO da Goodman Brasil, grupo multinacional especializado em empreendimentos industriais e logísticos. Possui mais de duas décadas de atuação no mercado brasileiro de real estate, com passagens em papéis seniores pela Bracor Investimentos Imobiliários, Hines Brasil, CBRE e como CEO da Austral Real Estate.

Dr. Fernão Pompêo de Camargo — Magistrado brasileiro. Juiz Federal atuando na Subseção Judiciária de Campinas e na presidência do Juizado Especial Federal Cível da cidade. Participou de iniciativas de aproximação entre o Poder Judiciário e a sociedade, incluindo programas de educação institucional voltados a estudantes, e tem atuação em matérias previdenciárias, assistenciais e de interesse social. Em sua trajetória, exerceu funções administrativas no âmbito da Justiça Federal e integrou a estrutura de expansão da jurisdição federal no interior paulista.

Dra. Fabiana Martins Pompêo de Camargo Venditti — Médica ginecologista e obstetra pela Faculdade São Leopoldo Mandic, especializada em cirurgia minimamente invasiva, atuando com videolaparoscopia, histeroscopia cirúrgica e tratamento de endometriose. Integra o corpo clínico da Maternidade de Campinas, instituição de cofundação da família Pompêo de Camargo. Também atende em hospitais e redes de saúde da cidade, desenvolvendo sua atuação nas áreas de saúde da mulher e assistência obstétrica. Entre outros no passado e presente.

Conexões familiares e linhagens ilustres A família Pompêo de Camargo possui profundas raízes na formação histórica, política e econômica do Brasil, descendendo diretamente de nobres espanhóis, fundadores do Brasil Colônia, juízes e destacados bandeirantes (com destaque para o ramo de Fernando de Camargo Ortiz, o Moço). Abaixo estão estruturadas as principais conexões familiares, divididas por ramos históricos, títulos nobiliárquicos do Império e alianças com outras dinastias tradicionais paulistas.

Títulos Nobiliárquicos do Império

Visconde de Indaiatuba (Joaquim Bonifácio do Amaral): Irmão de Dona Thereza Miquelina do Amaral Pompeu, tio de Antônio Pompêo de Camargo (Totó), com quem mantinha estreito contato comercial e social, junto a Joaquim Egídio de Sousa Aranha, o Marquês de Três Rios, filho da Viscondessa de Campinas. Viscondessa de Campinas (Maria Luzia de Sousa Aranha): Trineta de Fernando de Camargo Ortiz, o Moço. Suas famílias mantinham proximidade também por via de sua nora, Elisma do Amaral, que era prima-irmã de Antônio Pompêo de Camargo (Totó). A Viscondessa era também prima-irmã de Joaquim Policarpo Aranha, o Barão de Itapura e de Manuel Carlos Aranha, o Barão de Anhumas Baronesa de Cascalho (Umbelina Camargo): Filha do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado; casou-se com José Ferraz de Campos, o Barão de Cascalho. Barão de Monte Mor e Barão de Porto Feliz: Netos do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado, por meio de sua filha Umbelina. Barão de Itatiba (Joaquim Ferreira Penteado): Sobrinho-neto do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado, e filho de Delfina Camargo Penteado, que em segundas núpcias casou-se com seu tio, Floriano de Camargo Penteado, irmão do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado, sendo também portanto, sobrinha do Alferes. 1o Barão de Ibitinga (Joaquim Ferreira de Camargo Andrade): Filho do Barão de Itatiba com sua primeira esposa, Ana Francisca de Paula Camargo, a Baronesa de Itatiba, filha de Floriano de Camargo Penteado, e sobrinha do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado.

Grandes Figuras Históricas e da Política Padre Diogo Antônio Feijó: Regente do Império do Brasil durante a menoridade de Dom Pedro II; é trineto de Fernando de Camargo Ortiz.

Afonso d'Escragnolle Taunay: Renomado historiador e escritor, filho do Visconde de Taunay; casou-se com Sara de Souza Queiroz, filha de Vitalina Pompêo de Camargo de Sousa Queiroz e Antônio de Souza Queiroz. Heitor Teixeira Penteado: Advogado e político paulista (ex-presidente interino de São Paulo); seu filho, Heitor Teixeira Penteado Filho, casou-se com Isaura Pompêo de Camargo, filha de Fernão Pompêo de Camargo e Isaura de Queirós Teles.

Artes, Cultura e Grandes Beneméritos

Tarsila do Amaral: Ícone do Modernismo brasileiro; é trineta de Joaquim de Camargo Penteado, irmão do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado. Conde de Álvares Penteado (Antonio Álvares Leite Penteado): Importante industrial paulista. Sua mãe, Maria Higina Álvares de Almeida Lima (Baronesa de Ibitinga), casou-se em primeiras núpcias com João Carlos Leite Penteado (bisneto de João Corrêa Penteado e Isabel Pais de Barros, ancestrais diretos dos Pompêo de Camargo pela linha de Bárbara Pais de Barros), e em segundas núpcias se casou com o Barão de Ibitinga. Sua avó casou-se em segundas núpcias com Floriano de Camargo Penteado, irmão do Alferes Antônio Pompêo de Camargo Penteado. Seu filho foi Armando Álvares Penteado, mecenas e fundador da Fundação Armando Alvares Penteado (⁠FAAP).

Alianças com Outras Famílias Tradicionais Ramo Sousa Queirós (Sousa Queiroz)

Vitalina Pompêo de Camargo de Sousa Queiroz: Casou-se com Antônio de Souza Queiroz, filho do Barão de Sousa Queirós (Francisco Antônio de Sousa Queirós). O casal foi pai de Sara de Souza Queiroz (esposa de Afonso Taunay).

Ramo Queirós Telles (Queiroz Telles)

Fernão Pompêo de Camargo: Casou-se com Isaura de Queirós Teles, neta de Antônio de Queirós Teles (Barão de Jundiaí) e sobrinha de Antônio de Queirós Teles (Conde de Parnaíba), de Joaquim Benedito de Queirós Teles (Barão do Japi) e de Ana Joaquina do Prado Fonseca (segunda Baronesa de Jundiaí).

Ramo Nogueira e Rocha Leite Penteado

Antônio Pompêo de Camargo (Totó): Casou-se em segundas núpcias com Maria Luíza de Camargo Nogueira, filha do Major Luciano Teixeira Nogueira. Totó foi figura proeminente na sociedade campineira, tendo assinado o manifesto de fundação do tradicional Colégio Culto à Ciência ao lado de Manuel Ferraz de Campos Salles, Joaquim Quirino dos Santos (o Coronel Quirino), Jorge de Miranda e Cândido Álvaro de Sousa Camargo. Dr. Francisco Antônio Pompêo de Camargo: Casou-se com Elza Nogueira Penteado, unindo a linhagem a Francisco da Rocha Leite Penteado e Maria Luiza Pupo Nogueira.

Ramo Pacheco e Silva e Hanscom

Beatriz Pacheco Pompêo de Camargo: Filha de Magdalene Hanscom — cuja família possui raízes na Nova Inglaterra (EUA) desde o período colonial americano e origens em Shillington, Bedfordshire (Inglaterra). Pelo lado paterno, pertencia à tradicional família Pacheco e Silva, sendo prima-irmã do pioneiro da psiquiatria brasileira, Antônio Carlos Pacheco e Silva.

Outros Elos de Consanguinidade

Eliseu Teixeira de Camargo e Lupércio Teixeira Camargo: Neto e bisneto de Floriano de Camargo Penteado (fundador e gestor de diversas fazendas pioneiras em Campinas e irmão do Alferes Antônio Pompêo de Camargo), bisneto e trineto de José de Camargo Pais e tataraneto e pentaneto de Fernando de Camargo Ortiz, o Moço.

Legado

A família Pompêo de Camargo marca a história social, econômica, política e cultural de Campinas, com propriedades rurais, residências urbanas e descendentes ligados a diferentes campos de atuação. O reconhecimento desse legado reflete-se ainda na denominação de ruas, praças, escolas, instituições esportivas e outros espaços públicos que homenageiam membros da família, preservando sua memória e legado na paisagem urbana e na história local.

Ver também Categoria:Família Camargo (Bandeirantes) História de Campinas Solar do Visconde de Indaiatuba Fazenda Tozan Fazenda Jambeiro Fazenda Sete Quedas Fazenda Sertão Categoria:Família Camargo (negócios)

Referências