Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual no estado do Maranhão. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Contexto As pesquisas eleitorais realizadas no Maranhão ao longo de 2026 apresentaram volume expressivo e envolveram diferentes institutos, contratantes e métodos de coleta. Até 23 de agosto, o estado havia registrado 36 pesquisas eleitorais no sistema PesqEle, segundo levantamento baseado nos dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os meses de maio, julho e agosto concentraram a maior quantidade de registros, com oito levantamentos em cada um deles. O custo declarado das pesquisas registradas no estado alcançava R$ 1 239 930,00, dos quais aproximadamente 25% foram declarados como recursos próprios dos institutos e os demais valores corresponderam a pesquisas contratadas por empresas e veículos de comunicação. A distribuição dos recursos revelou participação importante dos veículos de comunicação no financiamento dos levantamentos. A empresa H. M. Bogéa e Cia. Ltda., responsável pelo Jornal Pequeno, foi o maior contratante identificado nos registros, com nove pesquisas e R$ 381 mil contratados. A Café Quente Produções Ltda., responsável por site e podcast, aparece em seguida, com quatro pesquisas e R$ 260 mil, enquanto a TV Mirante contratou duas pesquisas da Quaest pelo valor total de R$ 236,7 mil. Também aparecem entre os maiores contratantes a Farol Pesquisa e Comunicação, o Portal Imirante, a Tribuna 98 e o jornal O Imparcial. Os registros também mostram diversidade quanto às metodologias empregadas. Há levantamentos realizados por entrevistas pessoais e domiciliares, pesquisas telefônicas e pesquisas com coleta pela internet, além de diferentes planos amostrais e tamanhos de amostra. Uma pesquisa do Paraná Pesquisas registrada em março, por exemplo, empregou entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, com seleção probabilística de municípios e localidades e utilização de cotas para a seleção dos entrevistados. Em agosto, o IPPI registrou levantamento com 1.500 entrevistas presenciais e domiciliares em 80 municípios das cinco mesorregiões do estado, utilizando amostragem por cotas de sexo, idade, escolaridade, renda e zona de residência. A fiscalização judicial das pesquisas produziu diversos episódios ao longo do ano. Em junho, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) determinou a suspensão da divulgação da pesquisa MA-00550/2026, realizada pelo Instituto INOP. A representação foi apresentada pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), que alegou que o instituto havia excluído dos cenários estimulados o nome de Saulo Arcangeli, pré-candidato do partido ao governo estadual, embora sua pré-candidatura tivesse sido lançada antes do início da coleta. O partido também apontou divergência entre o questionário registrado no PesqEle e o questionário efetivamente aplicado, com a inclusão de perguntas sobre a eleição presidencial que não constariam do registro original. Ao analisar o pedido, o relator considerou haver indícios suficientes para a concessão da medida cautelar, especialmente diante da possível exclusão de um pré-candidato oficialmente lançado e da alegada incompatibilidade entre o questionário registrado e aquele utilizado na coleta. A divulgação da pesquisa foi proibida até nova decisão, com multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 100 mil, em caso de descumprimento. Outro levantamento do INOP também foi suspenso posteriormente. A pesquisa MA-07687/2026, que seria divulgada pelo Jornal Pequeno em 9 de agosto, teve sua divulgação interrompida por decisão liminar do TRE-MA em ação apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A decisão determinou a suspensão imediata da divulgação ou a remoção dos resultados caso já tivessem sido publicados, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Em decisão posterior, o TRE-MA manteve a suspensão e a multa enquanto analisava a representação apresentada contra o levantamento. A fiscalização também alcançou pesquisas que não tiveram sua divulgação suspensa. Em julho, o PSB e o PSTU apresentaram representações contra a pesquisa MA-09677/2026, realizada pelo instituto Ipsensus. O levantamento havia entrevistado 1 800 eleitores entre 21 e 25 de julho, tinha margem de erro de 2,3 pontos percentuais e custo declarado de R$ 15 mil. As ações foram distribuídas à Justiça Eleitoral para análise das alegações apresentadas pelos partidos. Também houve questionamentos de natureza profissional e metodológica. Em maio, foi apontado que o estatístico responsável pela supervisão da pesquisa MA-09846/2026, realizada pela AtlasIntel, não possuía registro secundário no Conselho Regional de Estatística da região correspondente ao local da pesquisa. O levantamento havia sido financiado com recursos próprios, previa 1 200 entrevistas e tinha custo declarado de R$ 75 mil. A controvérsia dizia respeito à regularidade profissional do responsável técnico, e não à comprovação de fraude nos resultados da pesquisa. Outro episódio de questionamento envolveu a pesquisa MA-01455/2026, do Instituto Veritá, registrada em julho e divulgada no início de agosto. O levantamento ouviu 1 525 eleitores entre 25 e 29 de julho e teve custo declarado de R$ 77,7 mil, contratado pela Tribuna 98. Após sua divulgação, foram levantados questionamentos sobre a metodologia registrada, especialmente sobre a forma de seleção dos entrevistados e a possibilidade de participação voluntária por meio de plataforma eletrônica. Uma notícia de fato foi apresentada à Polícia Federal solicitando investigação sobre eventual fraude, sob o argumento de que os resultados não poderiam ser reproduzidos a partir da metodologia declarada pelo instituto. A apresentação da notícia de fato, entretanto, constitui pedido de investigação e não comprovação de fraude ou conclusão definitiva sobre a validade da pesquisa. A fiscalização judicial atingiu também a primeira pesquisa da Quaest contratada pela TV Mirante após o registro das candidaturas. A pesquisa MA-02558/2026 foi registrada em 18 de agosto, previa 900 entrevistas realizadas entre 20 e 23 de agosto e abrangia as disputas para governador e senador. Em 23 de agosto, o TRE-MA determinou a suspensão imediata da divulgação do levantamento em representação apresentada contra a Quaest, antes da data inicialmente prevista para sua publicação. A sequência de questionamentos judiciais não significa que todas as pesquisas tenham sido consideradas inválidas. As decisões de suspensão possuem natureza cautelar e podem ser modificadas posteriormente, enquanto representações podem ser julgadas improcedentes. A legislação eleitoral estabelece o registro prévio das pesquisas no sistema PesqEle e exige informações sobre metodologia, plano amostral, margem de erro, intervalo de confiança, sistema interno de controle, questionário, contratantes e origem dos recursos, permitindo a fiscalização por partidos, candidatos, Ministério Público e demais interessados. O Portal de Dados Abertos do TSE disponibiliza, para as eleições de 2026, arquivos relativos às pesquisas eleitorais, contratantes, pagantes, notas fiscais, questionários e detalhamento de bairros e municípios, com atualização diária a partir do sistema PesqEle. Assim, as pesquisas eleitorais no Maranhão em 2026 caracterizaram-se pelo número elevado de levantamentos, pela participação de diferentes institutos e contratantes, pela diversidade metodológica e por uma intensa fiscalização sobre aspectos financeiros, profissionais, amostrais e documentais. Até 23 de agosto, haviam sido registrados 36 levantamentos, movimentando mais de R$ 1,2 milhão em valores declarados ao TSE. A judicialização alcançou diferentes etapas da produção e divulgação das pesquisas, incluindo questionamentos sobre a inclusão de candidatos nos cenários, correspondência entre questionários registrados e aplicados, qualificação profissional dos responsáveis técnicos, metodologia de seleção dos entrevistados e transparência dos procedimentos utilizados. Em alguns casos, a Justiça Eleitoral determinou a suspensão da divulgação; em outros, os questionamentos permaneceram sob análise. O conjunto de episódios mostra que, no Maranhão, a disputa em torno das pesquisas eleitorais em 2026 envolveu não apenas os resultados publicados, mas também os procedimentos de registro, financiamento, coleta, amostragem e fiscalização dos levantamentos.

Primeiro turno (governador)

2026

Julho – Agosto

Janeiro – Junho

Segundo turno (governador)

Eduardo Braide e Orleans Brandão

Eduardo Braide e Felipe Camarão

Eduardo Braide e Roberto Rocha

Hipóteses com Lahesio Bonfim

Senador

2026

Agosto - Setembro

Abril – Julho

Janeiro – Março

Notas e referências

Notas

Referências