O Casarão Padre José Ferreira Netto, também conhecido como Casarão da Biblioteca, por lá, atualmente, ser acomodado o serviço, é uma construção centenária localizada em Itaúna. Desde sua edificação, já foi usado para vários propósitos, como residencial, sede coorporativa, atualmente sendo destinado ao serviço público. É patrimônio tombado pelo município desde 2012.
Histórico Agripino Lima era um farmacêutico. Não era natural de Sant'Ana do São João Acima, mas se radicou no arraial antes mesmo da emancipação. O casarão foi construído por ele, depois de já radicado na cidade, sendo, inclusive parlamentar, para abrigar tanto sua residência quanto sua drogaria. As duas últimas aberturas da fachada lateral do casarão, hoje janelas, eram portas em que os transeuntes podiam adquirir seus medicamentos. O prédio foi de posse de Agripino até a década de 1940, quando vendeu para Moacir Soares Diniz, que passou a ocupar a residência, e, posteriormente, transferiu para lá a sede de sua transportadora. Permaneceu sob posse dos Diniz até os anos 1990, quando foi adquirida pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Itaúna para servir como sede e escritório. O CDL foi dono até 2005, reformando a casa, mas sem comprometer as características da época de construção. No ano de 2005, o então prefeito Eugênio Pinto realizou a compra do imóvel, para evitar a demolição do casarão, já que havia uma proposta de um comprador com tal intenção. Assim, a casa passou para as mãos do poder público municipal, que resolveu tombá-lo definitivamente, nomeando-a oficialmente como Casa Padre José Ferreira Netto, em homenagem ao vigário da Paróquia de Sant'Ana. Dez anos depois, já na administração de Osmando Pereira da Silva, a Biblioteca Municipal Engenheiro Osmário Soares Nogueira foi transferida para o local, onde, após reformas, funciona até os dias atuais. A última das reformas durou 17 meses e custou 181 mil reais.
Localização O casarão localiza-se na esquina entre as praças João Pessoa, popularmente referida como Praça da Estação, e 02 de Janeiro. A região em volta da linha férrea, onde fica a Biblioteca, conta com outros patrimônios tombados, tais como o Museu Francisco Manoel Franco, a Locomotiva e o Casarão da RFFSA. É a região com mais edifícios históricos preservados na cidade.
Arquitetura É componente do chamado estilo Eclético, comum no começo do século XX no Brasil. Na fachada, suas principais características são as janelas curvas, típicas do Neoclassicismo, o alpendre e a escadaria com corrimão de madeira.
As paredes são de alvenaria e o telhado, com nove águas, é de telhas cerâmicas comuns. No interior, tanto o assoalho quanto o forro são de madeira. Os cômodos, originalmente dedicados, como quartos e salas, hoje abrigam estantes de livros. Somente a cozinha e os banheiros não são usados para o serviço da biblioteca. As cores usadas, principalmente, são o rosa e o bege.
Ver Também Itaúna Casarão do Doutor Augusto Gonçalves de Souza Moreira Casarão da RFFSA Santanense (Itaúna)
Referências