O que é ‘adultização’? Entenda termo usado por Felca em denúncias

Youtuber fez um vídeo sério para alertar pais sobre a exploração de crianças na internet e como o algoritmo ajuda criminosos. Crédito: Larissa Burchard, Júlia Borja e Júlia Pereira

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O influenciador Felca, que viralizou no ano passado por um vídeo sobre “adultização” e denúncias contra o também influenciador Hytalo Santos, anunciou um retorno às redes sociais após 7 meses afastado. Neste domingo, 18, Felca compartilhou uma mensagem em fundo preto no Instagram com os dizeres “eu me escondi por tempo demais” e uma referência a um possível conteúdo na próxima terça, 20, a partir da meia-noite.

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Felca anuncia retorno às redes sociais após sete meses afastado. Foto: Felca via YouTube
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O influenciador não fazia publicações no Instagram desde março, quando anunciou seu quadro no Fantástico, Sobre Nós, com seis episódios exibidos até abril. No X e no YouTube, sua última postagem também foi feita em março, quando se posicionou sobre o decreto de regulamentação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital.
O ECA Digital foi aprovado após a publicação do vídeo sobre “adultização” pelo influenciador. Entre os principais pontos do decreto, há a proibição da monetização de conteúdo “vexatório”, como exploração e abuso sexual, publicações que retratem crianças e adolescentes de forma erotizada e sexualmente sugestiva, violência física, pornografia, entre outros. Há ainda a previsão de que responsáveis de influenciadores mirins precisem de uma autorização judicial para lucrar com seus conteúdos.
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Eca digital na prática
Proposta de regulamentação diz que pais de influencers mirins precisarão de aval da Justiça para lucrar com conteúdo.
“Eu fico verdadeiramente feliz pela nossa luta e pelo fato de a gente ter conseguido gerar algo assim. Agora é uma lei. Lei é uma coisa que vem de um lugar positivo, de um apelo da sociedade”, disse Felca à época.
Relembre a denúncia de Felca sobre ‘adultização’
Hytalo Santos e o marido do influenciador, Israel Vicente, foram condenados por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes em fevereiro. O caso ganhou maior notoriedade em agosto do ano passado, quando Felca (nome artístico de Felipe Bressanim Pereira) publicou um vídeo intitulado “adultização” em seu canal no YouTube. Na época, ele tinha mais de 4 milhões de inscritos na página – hoje, já são mais de 6 milhões.
Em 50 minutos, o youtuber fez um compilado de denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças, mostrou na prática como o algoritmo funciona para entregar esse tipo de conteúdo para pedófilos e entrevistou uma psicóloga para falar sobre o perigo da exposição nas redes sociais.
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Felca citou casos como o de Hytalo, até então conhecido nas redes sociais por ostentar uma vida de luxo e exibir sua rotina ao lado de crianças e jovens, que chamava de “filhos”. Entre eles, Kamylinha Santos, de 17 anos. A jovem era exibida nas redes pelo influenciador desde os 12 anos.
Hytalo já estava sendo investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) desde 2024. A repercussão do vídeo de Felca levou à desativação da conta de Hytalo no Instagram.
Em setembro do ano passado, Hytalo e Israel chegaram a tentar executar um plano de fuga do Brasil, segundo a Polícia Civil da Paraíba. O casal alugou uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, no dia 15 de agosto, e planejava a saída para o exterior, quando foi preso.
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