Andreza Matais

Ministro Kassio Nunes Marques durante sessão no Tribunal Superior Eleitoral TSE retoma, nesta terça-feira (27:6), o julgamento que pode levar à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ)
Ministro Kassio Nunes Marques durante sessão no Tribunal Superior Eleitoral TSE retoma, nesta terça-feira (27:6), o julgamento que pode levar à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) · Imagem: Vinícius Schmidt/Metrópoles

“Está afundado na lama e precisa renunciar”, diz a historiadora e antropóloga, que é professora da USP

Imortal da ABL, Lilia Schwarcz pede saída de Kássio Nunes do STF
Imortal da ABL, Lilia Schwarcz pede saída de Kássio Nunes do STF · Imagem: Source: www.metropoles.com

Andre Shalders, Andreza Matais

16/10/2026 14:56

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em vídeo publicado em suas redes sociais na tarde de ontem (15/10), a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz pediu o afastamento do ministro Kássio Nunes Marques do cargo. Além de presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques é também integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Como é que uma pessoa com tantas acusações como Kássio Nunes Marques pode continuar sendo presidente do Tribunal Superior Eleitoral?”, diz Schwarcz, ocupante da 9ª cadeira da Academia Brasileira de Letras (ABL).

“Ele não tem moral, ética ou idoneidade para estar nessa posição tão importante”, argumenta a socióloga. “Está afundado na lama e precisa renunciar”, disse Schwarcz.

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No vídeo, Schwarcz cita fatos envolvendo o ministro Nunes Marques revelados pela coluna, como o contrato com cláusula de sucesso de R$ 427 milhões firmado pelo Banco Master com uma advogada descrita como parte da “turma do KN” em trocas de mensagens do banco.

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Menciona também a cobrança de R$ 10 mil feita a Vorcaro por uma agenciadora de garotas de programa em função de um encontro do qual Nunes Marques teria participado.

“O que torna o conjunto especialmente grave?”, escreveu ela.

“Não é apenas a possível existência de relações pessoais entre um magistrado e um banqueiro.”

“É a convergência de circunstâncias: interesses financeiros bilionários submetidos à Justiça, pagamentos documentados a uma empresa que remunerou o filho do ministro, contratos com pessoas próximas, benefícios pessoais alegadamente custeados pelo empresário e um voto decisivo em matéria de grande interesse econômico para o Master”, escreveu Schwarcz.