O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nessa terça (9/9), os 13 indiciados por envolvimento na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos. Ele foi morto a pauladas em Copacabana, em 12 de agosto, após ser acusado injustamente de furtar uma bicicleta.A manifestação do MPRJ concordou com as acusações e os indiciamentos feitos pela polícia, além de pedir para converter a prisão temporária em preventiva de pelo menos cinco envolvidos diretamente no espancamento do ciclista. Leia também Mirelle PinheiroPolícia Civil indicia 13 por linchamento de ciclista em Copacabana BrasilCiclista morto em Copacabana levou 63 pauladas em 9 minutos BrasilOutro suspeito se entrega por morte de ciclista atacado em Copacabana BrasilCiclista morto: problema cognitivo impediu dizer que bike era da irmã Os suspeitos podem responder por homicídio triplamente qualificado. O grupo é formado por dois seguranças particulares, dois entregadores de aplicativo e um quinto foragido.Veja quem são:Davi dos Santos MachadoJorge Luiz Ricardo DiasFelipe Eduardo dos Santos DiasAilton José da SilvaDavid e Jorge trabalhavam prestando serviços de segurança de forma irregular em Copacabana, enquanto Felipe e Aílton atuavam como entregadores de aplicativos.O quinto suspeito, também indiciado pelo mesmo crime, foi identificado como Wellington Luiz Santos de Souza, vulgo Doideira, e está sendo procurado pela polícia. O MPRJ também se manifestou a favor da prisão preventiva do suspeito.Doideira tem pelo menos seis registros na ficha criminal da polícia, além de duas anotações por crimes (atos infracionais) que cometeu na adolescência.3 imagensFechar modal.1 de 3Ciclista Cláudio Rafael Landeiro, morto no Rio ao ser confundido com ladrãoReprodução/Redes sociais2 de 3RJ: segurança é preso por morte de ciclista espancado em CopacabanaReprodução/Redes sociais3 de 3Wellington Luiz Santos de Souza, vulgo Doideira, tem ao menos seis registros na ficha criminal da políciaMaterial cedido ao MetrópolesConforme testemunhas, no dia do crime, Wellington se aproximou e perguntou aos entregadores se a vítima era “ladrão”. Após a confirmação, o suspeito chuta a cabeça de Cláudio Rafael e declara: “Ladrão tem que morrer mesmo”Outros oito envolvidos no crimeAlém dos cinco suspeitos que participaram de forma direta da agressão a pauladas contra o ciclista, pelo menos oito suspeitos foram indiciados por participar do crime de forma indireta. Entre eles estão comerciantes e funcionários de lojas.A investigação, conduzida pelo delegado Ângelo Lages da 12ª DP (Copacabana), revelou que havia uma organização que administrava prestação informal de serviços de segurança nas ruas da região.Com isso, o MPRJ denunciou o homem responsável pelo esquema ilegal de contratação de seguranças em Copacabana e os outros três trabalhadores que recebiam dele para atuar na região. Outros quatro comerciantes e uma atendente foram indiciados.Entenda o casoEm 12/8, Cláudio Rafael estava de bicicleta e foi abordado pelo segurança de um restaurante, na Rua Barata Ribeiro. O funcionário suspeitou do ciclista e, então, questionou se a bicicleta era dele.Ao Metrópoles, a irmã dele, Nathalia, esclareceu que a bike, realmente, não era dele, pois ela havia emprestado o veículo para ele passear. Ela acrescentou que ele não soube explicar direito a questão da bicicleta devido a problemas cognitivos.Após a resposta de Cláudio Rafael, o segurança passou a suspeitar de que ele tivesse roubado a bicicleta e tomou o veículo à força. Depois disso, a vítima foi para casa, e o segurança chamou dois entregadores que passavam pelo local para irem atrás dele.Após cair no chão, os motoboys continuaram chutando parte do corpo da vítima, incluindo a cabeça. A vítima recebeu atendimento dos bombeiros, foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.












