O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quarta-feira (14/10) que vê com “preocupação” o risco de atuação partidária no Judiciário.Alckmin, que integra novamente a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, disse que fica “muito triste” ao ver a possibilidade de o Judiciário “agir de um lado ou de outro”.A declaração foi dada em entrevista à Rádio Tupi, na qual o vice-presidente foi questionado sobre a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, na suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O canal saiu do ar na noite de terça-feira (13/10), por determinação do magistrado.Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de apoiadores de Lula e tem como objetivo compartilhar orientações de campanha com os eleitores.Kassio Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao registro do endereço eletrônico pela campanha de Lula na Justiça Eleitoral. A campanha cumpriu a exigência, embora o canal seja administrado de forma independente por Janones. Ainda assim, o presidente do TSE determinou que o canal só poderá voltar a funcionar após o cumprimento de um prazo de 48 horas, que termina nesta quinta-feira (15/10). Leia também Manoela Alcântara“Exército do Lula”: Janones contesta Kassio e pede anulação de decisões BrasilErika Hilton cria “Tropa do Lula” após suspensão do “Exército” de Janones Minas Gerais“Voltamos para 1964”, diz Janones após canal “Exército do Lula” sair do ar BrasilCanal “Exército do Lula” sai do ar após idas e vindas no TSE “Eu fico muito triste de ver que o Poder Judiciário — que tem que ser o guardião da Constituição, com total isenção na questão eleitoral — possa agir de um lado ou de outro. Espero que não. Eu não sou jurista para fazer uma análise detalhada, mas vejo com preocupação. Como vejo com preocupação a questão das big techs”, disse Alckmin.Como mostrou o Metrópoles, a campanha de Lula acionou o TSE nesta quarta-feira contra a Meta, empresa dona do WhatsApp, Facebook e Instagram. A ação questiona uma suposta “seletividade algorítmica” no tratamento de conteúdos relacionados às campanhas que disputam o segundo turno da eleição presidencial.A defesa alega que a plataforma restringe publicações e anúncios do petista e de seus apoiadores, enquanto infla artificialmente conteúdos favoráveis ao senador Flávio Bolsonaro (PL).Idas e vindas do “Canal do Lula” no TSEA disputa em torno do canal começou com um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para que ele fosse retirado do ar, sob a alegação de que propagava desinformação. Foram apresentados dois pedidos: um ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e outro ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.No domingo (11/10), Nunes Marques determinou a suspensão do canal. A decisão, porém, foi revertida por Villas Bôas Cueva, que autorizou a publicação de mensagens e a entrada de novos seguidores. O corregedor encaminhou sua decisão para referendo do plenário.Uma análise da área técnica do TSE, solicitada por Nunes Marques, não identificou desinformação no canal. Mesmo assim, o ministro voltou a determinar a suspensão na terça-feira, desta vez sob o argumento de que o endereço não estava registrado como meio de campanha de Lula.Após o registro pela campanha, o ministro autorizou a retomada do funcionamento do canal, mas condicionou a liberação ao cumprimento do prazo de 48 horas previsto na legislação eleitoral.Segundo Nunes Marques, o prazo se aplica a endereços eletrônicos que não foram informados no registro inicial da candidatura.

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Imagem da matéria: Alckmin diz que vê com "preocupação" possível partidarismo no Judiciário · Imagem: Source: www.metropoles.com
Alckmin diz que vê com "preocupação" possível partidarismo no Judiciário
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Imagem colorida, Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) - Metrópoles · Imagem: Júlio César Silva/MDIC
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