Na noite desta quarta-feira (7/10), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou uma defesa a Deltan Dallagnol (Novo) para que assuma o cargo no Senado. A candidatura do ex-procurador da Lava Jato aguarda julgamento do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que está marcada para quarta-feira (8/10). Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf)O Paraná elegeu, nesse domingo (4/10), o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo), para as duas vagas em disputa no Senado. Entretanto, Dallagnol aguarda para saber se poderá assumir o cargo. O TSE analisa a legalidade da candidatura, porque o ex-procurador teve o mandato de deputado federal cassado.De acordo com Tarcísio, a situação de insegurança jurídica não impediu três milhões de paranaenses de votarem no candidato do Novo. “Uma votação expressiva, que não pode ser ignorada e que representa a manifestação democrática de milhões de cidadãos que foram às urnas para escolher seu representante no Senado.”O governador de São Paulo também não poupo elogios e lembrou da atuação do ex-procurador no caso da Lava Jato: “Deltan tem uma história de coragem, de enfrentamento à corrupção e de compromisso com o Brasil.” Leia também BrasilIndefinições: futuro de Garotinho, Dallagnol e Dr. Furlan depende do TSE BrasilMinistro do TSE derruba candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado Manoela AlcântaraKassio derruba decisão que tirava Deltan Dallagnol da disputa pelo Senado Insegurança de Dallagnol para assumir o Senado que Tarcísio comentouA candidatura teve a campanha suspensa pelo ministro relator Floriano de Azevedo Marques e depois referendada pelo plenário do TSE por 5 votos a 2. Além do relator, os ministros Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis votaram pela suspensão da corrida eleitoral por Dallagnol. Já os ministros André Mendonça e Nunes Marques, presidente da Corte Eleitoral, divergiram para manter o ex-procurador na disputa.O ex-procurador chegou, assim, à última parte da eleição em uma situação incomum: podia receber votos, mas não podia fazer campanha para obtê-los.No sábado (3/10), o relator fez uma nova decisão, acolhendo os recursos, indeferiu totalmente a candidatura e determinou que os votos recebidos por fossem considerados nulos. O juiz se baseou nos fatos relacionados à exoneração do Ministério Público Federal, o que retirou Dallagnol do cargo de procurador.Às vésperas da votação, a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou a favor da candidatura. O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, pediu que o TSE rejeitasse o recurso e mantivesse o registro concedido no Paraná.A decisão durou poucas horas. Na manhã de domingo, o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu a ordem de Floriano, restabeleceu a candidatura de Deltan Dallagnol e os votos foram processados normalmente.Segundo o magistrado, a medida, porém, ficará condicionada ao julgamento do caso pelo plenário do TSE que está marcado para esta quarta-feira (8/10). O ex-procurador aparece, nos sistemas da Justiça Eleitoral, como “deferido com recurso”, indicando que ainda há pendências a serem analisadas.Cassação de 2023 está no centro da disputaA discussão sobre a candidatura de Deltan tem como ponto central a cassação de seu mandato de deputado federal em 2023.Naquele julgamento, o TSE entendeu que o ex-procurador deixou o Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos internos para evitar uma possível punição que poderia torná-lo inelegível.A Lei da Ficha Limpa prevê oito anos de inelegibilidade para integrantes do Ministério Público que deixam o cargo enquanto respondem a processos internos.Deltan havia sido eleito deputado federal em 2022, mas ficou menos de um ano na Câmara. Em maio de 2023, o TSE cassou o registro de sua candidatura e determinou a perda do mandato.








