O ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, está sendo julgado nesta quarta-feira (23/9) pelo Tribunal do Júri do Recanto das Emas, acusado de mandar matar o adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, de 16 anos, em março de 2004.Na época do crime, Xavier era casado havia 14 anos e, segundo os autos, suspeitava que a esposa mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes.Segundo a acusação, o ex-deputado acreditava que Ewerton era um dos que mantinha um relacionamento com sua esposa e decidiu encomendar o crime, pagando R$ 15 mil pela execução.Ainda conforme o processo, mesmo após ameaças levarem ao fim do relacionamento entre a mulher e o jovem, o ex-parlamentar teria decidido mandar matar o adolescente.O corpo do jovem foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus, no Recanto das Emas, em março de 2004. Leia também Grande AngularEx-deputado que foi preso acusado de mandar matar jovem registra candidatura Carlos Xavier chegou a ser condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio de Ewerton. Em 2024, porém, o julgamento que resultou na condenação foi anulado pela Justiça.A anulação ocorreu após a defesa apresentar novos elementos ao processo, entre eles um relatório policial e depoimentos dos policiais civis Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior.Os dois participaram da investigação do caso quando estavam lotados na antiga Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), atual Delegacia de Homicídios.CassaçãoAdão Xavier exerceu três mandatos como deputado na Câmara Legislativa (CLDF). Foi eleito em 1994, 1998 e 2002, pelo PPB e pelo PSD.Durante a atuação na CLDF, foi autor da Lei nº 893, de 1995, que instituiu o Dia do Evangélico no calendário oficial do Distrito Federal, data que é celebrada em 30 de novembro.A condenação, que acabou sendo anulada, levou à cassação do mandato de Carlos Xavier. Ele foi o primeiro parlamentar da história da Câmara Legislativa a perder o mandato em decorrência de uma condenação criminal.








