Documento aponta ainda monitoramento de autoridades, pagamentos a influenciadores e atuação de um grupo armado ligado ao banqueiro

Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF
Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF · Imagem: Source: www.terra.com.br

11 set 2026 - 11h59

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, está preso preventivamente desde março
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, está preso preventivamente desde março · Imagem: Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, está preso preventivamente desde março Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

(atualizado às 12h00)

Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF
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Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF
Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF · Imagem: Source: www.terra.com.br

- Por: Redação Terra

Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF
Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF · Imagem: Source: www.terra.com.br

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, está preso preventivamente desde março

Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF
Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF · Imagem: Source: www.terra.com.br

Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF
Relação de Vorcaro com servidores do BC, atos de violência e intimidação e mais: entenda em 7 pontos o relatório da PF · Imagem: Source: www.terra.com.br

O relatório da Polícia Federal (PF) que embasou pedidos de medidas cautelares no caso envolvendo o Banco Master detalha uma série de suspeitas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas de seu círculo. O documento, cujo sigilo foi derrubado na noite de quinta-feira, 10, reúne informações sobre possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro, obstrução de investigações e intimidação.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Foto: Divulgação/Banco Master / Estadão
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Foto: Divulgação/Banco Master / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

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Karina Gama ao lado do deputado federal Mario Frias Foto: Reprodução/Instagram
Karina Gama ao lado do deputado federal Mario Frias Foto: Reprodução/Instagram · Imagem: Source: www.terra.com.br

Entre os principais pontos estão a relação de Vorcaro com servidores do Banco Central (BC), a obtenção de informações sigilosas por meio de policiais, a atuação de uma estrutura chamada pela PF de “Turma”, além de supostos pagamentos para influenciadores e jornalistas.

Banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master Foto: Reprodução / Estadão
Banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master Foto: Reprodução / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

O relatório também descreve casos de violência e ameaças e sustenta que parte das ações teria continuado mesmo depois da prisão do banqueiro. O Terra entrou em contato com a defesa de Daniel Vorcaro que respondeu a reportagem que não vai comentar o documento da PF.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Foto: Divulgação/Banco Master / Estadão
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Foto: Divulgação/Banco Master / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

Relação com servidores do BC

Karina Gama ao lado do deputado federal Mario Frias Foto: Reprodução/Instagram
Karina Gama ao lado do deputado federal Mario Frias Foto: Reprodução/Instagram · Imagem: Source: www.terra.com.br

Um dos capítulos centrais do relatório trata da relação entre Daniel Vorcaro e dois servidores do BC: Paulo Sérgio Neves de Souza, então chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), e Belline Santana, que ocupava a chefia do departamento. Segundo a PF, os dois teriam defendido ativamente interesses do Master dentro da autarquia e atuado, em algumas situações, como “empregados” de Vorcaro.

Banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master Foto: Reprodução / Estadão
Banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master Foto: Reprodução / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

A investigação aponta ainda que os servidores teriam recebido vantagens indevidas. Entre os elementos citados estão pagamentos, viagens e outras vantagens. No caso de Paulo Sérgio, a PF menciona uma negociação imobiliária de R$ 4,5 milhões envolvendo uma empresa ligada ao cunhado de Vorcaro, além de despesas de uma viagem internacional do servidor com a família.

PF detalha articulações de Vorcaro antes de ser preso e diz que banqueiro já sabia da operação
PF detalha articulações de Vorcaro antes de ser preso e diz que banqueiro já sabia da operação · Imagem: Source: www.terra.com.br

Grupo “A Turma” e braço armado

Granizo do tamanho de bola de golfe, deslizamentos e aulas suspensas: fortes chuvas atingem cidades de SP
Granizo do tamanho de bola de golfe, deslizamentos e aulas suspensas: fortes chuvas atingem cidades de SP · Imagem: Source: www.terra.com.br

Outro eixo da investigação é a chamada “Turma”, descrita pela PF como um grupo que atuaria em tarefas clandestinas para atender aos interesses de Vorcaro. Segundo o relatório, a estrutura era comandada operacionalmente por Felipe Mourão e teria entre seus integrantes policiais, inclusive um policial federal aposentado.

Sete armas de Mario Frias são apreendidas pela PF em operação sobre 'Dark Horse'
Sete armas de Mario Frias são apreendidas pela PF em operação sobre 'Dark Horse' · Imagem: Source: www.terra.com.br

A PF identifica Marilson Roseno da Silva como provável líder do grupo. As tarefas atribuídas à “Turma” incluiriam desde intimidação de desafetos até a obtenção ilegal de informações sigilosas. O relatório afirma que os novos elementos reunidos confirmariam a utilização de policiais nos atos de intimidação.

Mario Frias e produtora do filme 'Dark Horse' são alvos da operação da PF
Mario Frias e produtora do filme 'Dark Horse' são alvos da operação da PF · Imagem: Source: www.terra.com.br

Acesso ilegal a informações sigilosas

Segundo a PF, Vorcaro teria utilizado a estrutura ligada a Felipe Mourão para obter informações sobre investigações em andamento em diferentes órgãos públicos. O relatório menciona acessos irregulares a sistemas da PF e do Ministério Público Federal, com uso de logins funcionais de terceiros e consultas não autorizadas.

Em um dos episódios, Vorcaro encaminhou a Mourão informações sobre um inquérito e pediu que ele verificasse o procedimento. Cerca de 40 minutos depois, Mourão teria repassado um áudio de Marilson Roseno dizendo que havia acionado a “Tropa” e que daria atenção especial ao pedido.

A PF também cita consulta que identificou 15 procedimentos relacionados a Vorcaro, sendo 11 sigilosos.

Episódios de violência e intimidação

O relatório descreve também que Vorcaro teria solicitado ações para intimidar pessoas que poderiam representar algum tipo de ameaça a seus interesses. Em um dos casos, a investigação cita uma ordem para “dar um sacode” em um funcionário e mensagens em que o banqueiro pede que uma ação seja realizada com a presença de policiais.

Em outro caso, relacionado ao filho de Vorcaro, a PF afirma que o banqueiro chegou a sugerir a simulação de um incidente envolvendo drogas contra um DJ. Posteriormente, segundo os investigadores, a estratégia teria mudado para uma intimidação por meio da Interpol. O documento afirma que o suposto documento da organização internacional utilizado para a ameaça teria sido forjado pela “Turma”.

O relatório da PF também aponta que o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, teria sido alvo de uma tentativa de intimidação. “Esse lauro quero mandar da um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu Vorcaro no grupo.

Monitoramento de desafetos e familiares

A investigação aponta ainda que a estrutura ligada a Vorcaro teria realizado levantamentos sobre pessoas que o banqueiro pretendia intimidar. O relatório menciona consultas envolvendo não apenas os alvos principais, mas também familiares deles.

Segundo a PF Vorcaro, Fabiano Zettel e Felipe Mourão discutiam no grupo como seriam realizadas as ações de intimidação. Em uma das situações, o documento registra a ordem para acionar o “pessoal do Rio” e descreve uma orientação de Vorcaro para que uma ação fosse realizada com o auxílio de policiais.

Influenciadores e jornalistas pagos para defender o Master

Outro capítulo trata da tentativa de influenciar a opinião pública. Segundo a PF, Vorcaro teria utilizado a “Turma” e outros operadores para retirar conteúdos negativos da internet e remunerar influenciadores e jornalistas que produzissem material favorável a seus interesses.

O relatório menciona propostas que poderiam chegar a R$ 2 milhões para influenciadores produzirem conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionarem a atuação do Banco Central durante a liquidação da instituição. A investigação cita ainda o chamado “Projeto DV”, identificado pelas iniciais de Daniel Vorcaro.

A estratégia de controle da reputação, segundo a PF, também envolveria a remoção de publicações consideradas prejudiciais ao banqueiro. Em uma conversa, Vorcaro teria reclamado de uma reportagem e pedido que ela fosse retirada “urgente”. Na sequência, Felipe Mourão informou que a publicação havia sido removida e que seria criado um filtro para impedir novos títulos sobre o Banco Master.

O relatório afirma que Mourão também monitorava conteúdos negativos e identificava publicações que já haviam sido retiradas da internet. Em outra frente, teria separado links negativos no Google para tentar derrubá-los e produzido conteúdos positivos para ocupar as primeiras posições nas buscas.

Vazamento antes da Operação Compliance Zero

A PF sustenta também que Vorcaro teria obtido informações antecipadas sobre a operação Compliance Zero. O relatório cita anotações encontradas no celular do banqueiro e afirma que, em outubro de 2025, ele registrou os nomes de representantes da PF que haviam participado de uma reunião reservada com o BC.

Outro registro, de 16 de novembro, dois dias antes da operação, tratava da possível proximidade de um terceiro com o juiz federal Ricardo Soares Leite, responsável por autorizar medidas contra Vorcaro. Para a PF, como o inquérito era sigiloso, os registros reforçariam a suspeita de vazamento de informações.

PF detalha articulações de Vorcaro antes de ser preso e diz que banqueiro já sabia da operação:

Fonte: Portal Terra

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