A Policial Edjane, do partido Agir, teve sua candidatura ao governo de São Paulo indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) na última sexta-feira (18/9) e não poderá mais concorrer na corrida eleitoral pelo posto. A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o Agir informou que não vai recorrer.Segundo o TRE, durante a sessão na última sexta, o indeferimento da candidatura de Edjane foi dada após votação unânime, entendendo que a candidata “não juntou documentos suficientes para comprovar sua desincompatibilização do cargo de policial militar, pois os documentos não informam se o pedido de afastamento foi deferido pelo órgão nem a data a ser computada para fins do prazo legal”.2 imagensFechar modal.1 de 2Edjane Lima, a Policial Edjane2 de 2Policial Edjane, candidata do Agir ao governo de São PauloA Corte seguiu o voto da juíza relatora do caso, Danyelle Galvão, indeferindo o registro em razão da falta de apresentação dos comprovantes necessários e certidão estadual de 1º grau.Além da questão dos documentos, o TRE também destacou que no dia 14 de setembro foi homologado um pedido de renúncia da candidata a vice-governadora da chapa, Nair Alves Duarte. Porém, o prazo máximo para o partido apresentar substituição se esgotou no mesmo dia, “tornando a chapa insuperavelmente incompleta, segundo a relatora”.Segundo a assessoria da Policial Edjane, o Diretório Nacional do Agir optou por direcionar a maior parte dos recursos financeiros às campanhas ao governo de Minas Gerais e Rio de Janeiro, deixando sua campanha sem repasses.Em suas redes sociais nesse domingo (20/9), Edjane publicou um vídeo ao lado do vice-prefeito de Poá, na região metropolitana de São Paulo, afirmando que não vai se calar e que pretende seguir em frente.“Tentaram me parar. Mas quem tem propósito, coragem e fé não desiste no primeiro obstáculo. Minha caminhada continua. Cada dificuldade só reforça a minha determinação de seguir em frente. Não vou recuar. Não vou me calar. Vou seguir em frente!”, disse.Já o Agir SP informou que em 5 de agosto, a direção do partido em comum acordo com demais membros responsáveis pela convenção partidária decidiu pelo não prosseguimento da campanha da candidata Policial Edjane, com base no cenário político e financeiro.O partido informou ainda que ofereceu a opção para Edjane e sua vice participarem da eleição como deputada federal e deputada estadual, respectivamente, e que somente a vice teria aceitado, renunciando imediatamente. “Já a Policial Edjane recusou a nossa proposta e de forma individual, sem o apoio da direção estadual e nacional, mantém até a presente data a sua candidatura, buscando apoio entre os candidatos e filiados do Agir e o que é mais grave”“Quando um partido político do tamanho e representatividade do Agir e que principalmente, não conta com horário eleitoral gratuito e recursos limitados, individuais. Apesar de na última pesquisa Datafolha, que serve como base para a maioria dos veículos de comunicação, termos alcançado 3% (três), sabemos que ganhar a eleição é impossível”, afirmou o Agir SP em nota.Policial Edjane, segundo a última pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo divulgada no dia 11 de setembro, possuia 3% de intenção de voto, empatada com o candidato Carlos Machado, do PCB. Foram entrevistados 1.610 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro foi de 2% e o índice de confiança foi de 95%.










