O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o colega André Mendonça deixou 180 documentos de fora da quebra de sigilo dos autos do Caso Master.O número consta em um ofício de Moraes enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, na qual pede a derrubada completa dos sigilos envolvendo o caso e um julgamento conjunto com apurações que envolvem a conduta de Mendonça. Leia também Manoela AlcântaraMoraes pede julgamento conjunto com Mendonça no plenário do STF BrasilMoraes pede a Fachin quebra completa do sigilo do caso Master Milena TeixeiraEduardo Bolsonaro vai a Washington discutir Lei Magnitsky contra Moraes Igor GadelhaSenadores se mobilizam para ir a Brasília no dia em que STF julgará Moraes Moraes considera que Mendonça é diretamente interessado nos julgamentos das PET 16.704 (procedimento instaurado por Fachin para centralizar apuração do Caso Master) e PET 16.662 (que apura relação entre Vorcaro e Moraes), e que fez uma “escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos”.“A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 (quinze) procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556 o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 (cento e oitenta) documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes.2 imagensFechar modal.1 de 2Alexandre de Moraes, ministro do STFLUIS NOVA/METRÓPOLES@LuisGustavoNova2 de 2Ministro André Mendonça do STFKEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoO ministro André Mendonça levantou o sigilo de apurações do escândalo de corrupção do Banco Master após ordem de Fachin. O presidente da Corte, porém, deixou uma ressalva de que documentos que podem atrapalhar as investigações caso se tornem públicos são exceções e não precisariam ter o sigilo derrubado.Segundo um levantamento anexado por Moraes no ofício, foram liberados um total de 4.334 documentos de 4.514, deixando de fora 180.O julgamento destes casos está marcado para 15 de setembro para o plenário do Supremo.











