O Ministério dos Direitos Humanos tenta avançar com o tombamento de cinco ex-colônias de internação compulsória de pacientes com hanseníase no Brasil. Nesta semana, a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada à pasta, em parceria com a Unesco, lançou processo seletivo para contratar consultoria técnica sobre o tema. O selecionado deve fazer escuta de campo e “elaborar abordagens metodológicas participativas destinadas a orientar a aproximação, a escuta e a organização de evidências de participação de pessoas atingidas, familiares, lideranças, gestores e instituições locais relacionadas a cinco ex-colônias de internação compulsória de pessoas com hanseníase”. Os documentos servirão para formular requerimento de tombamento no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Nesses casos, os tombamentos têm a função de preservação da memória coletiva e reconhecimento dos direitos humanos. Segundo a pasta, a medida é uma ação de “reparação a pessoas e comunidades afetadas pela política de internação e isolamento compulsório de pessoas com hanseníase”. Segundo boletim do Ministério da Saúde, entre 2015 e 2024, foram notificados 301.475 casos de hanseníase no Brasil. Destes, 79,0% foram classificados como casos novos da doença. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp




