Pouca vergonha

O chamado líquido pré-ejaculatório pode causar dúvidas sobre normalidade, quantidade e até risco de gravidez. Veja o que diz urologista

Julia de Mesquita

25/09/2026 02:00

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Mesmo quando não estão em momentos sexuais, alguns homens se queixam de ficar com a cueca molhada. Isso acontece devido ao chamado líquido pré-ejaculatório, que pode ser liberado tanto durante a excitação quanto segundos antes da ejaculação. As principais dúvidas, porém, surgem justamente quando homens não sabem que sua presença é completamente normal mesmo fora das relações.

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Ao Metrópoles, o médico urologista Pedro Bastos explica que as variações de quantidade também são naturais.
“A quantidade de líquido pré-ejaculatório varia muito entre os homens e até entre diferentes relações no mesmo indivíduo. Alguns produzem uma quantidade facilmente perceptível, enquanto em outros ela é mínima ou aparentemente inexistente”, afirma.
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Outras dúvidas
Outro receio associado ao líquido é se ele é capaz de carregar espermatozoides e acarretar em gravidez.
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O especialista destaca que, embora não contenha as células reprodutivas originalmente, pode entrar em contato com resíduos que estejam na uretra. “Por isso, mesmo que não tenha ocorrido uma ejaculação, existe uma possibilidade de exposição a espermatozoides”, chama atenção.
Assim, o ideal é não considerá-lo inofensivo em termos de contracepção. Segundo ele, não há a mesma chance que em casos de ejaculação no canal vaginal, porém, ainda é preciso agir com prevenção — o que inclui não confiar em coito interrompido.
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É essencial não negligenciar o uso de preservativo
“Relações sexuais sem preservativo podem transmitir ISTs mesmo que não ocorra ejaculação. Além disso, algumas infecções podem ser transmitidas pelo contato direto com a pele ou com lesões de regiões que nem sempre são totalmente cobertas pelo preservativo”, alerta sobre a preocupação com o contato sem preservativo e risco de infecções.
Fique atento
Por último, Bastos ressalta que alguns sinais que merecem atenção, como secreção amarelada ou esverdeada, aspecto purulento, mau cheiro e presença de sangue.
“Uma mudança súbita e persistente em relação ao padrão habitual do líquido também deve ser investigada. Podemos estar diante de uretrites, ISTs, prostatites ou outras alterações urológicas”, encerra.


