Igor Gadelha

Imagem da matéria: Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos
Imagem da matéria: Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos · Imagem: Source: www.metropoles.com

Decisões que tentaram favorecer Lula e Flávio Bolsonaro dadas pelo TSE e STF levaram crise para o debate da Globo e esvaziam encontro

Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos
Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos · Imagem: Source: www.metropoles.com

Gustavo Zucchi

Debate foi marcado por ausência de candidatos
Debate foi marcado por ausência de candidatos · Imagem: Renato Pizzutto/Band

02/10/2026 05:00

Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos - destaque galeria
Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos - destaque galeria · Imagem: Source: www.metropoles.com

Renato Pizzutto/Band

Imagem da matéria: Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos
Imagem da matéria: Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos · Imagem: Source: www.metropoles.com

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram levar a crise do Judiciário brasileiro diretamente para o debate da TV Globo, na quinta-feira (1º/10), com um duelo de decisões judiciais.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República · Imagem: Source: www.metropoles.com

Faltando poucas horas para o início do confronto, ministros do TSE e do STF alinhados a Lula (PT) tomaram duas decisões que acabaram prejudicando a estratégia de Flávio Bolsonaro (PL), levando o senador a desistir do debate.

Imagem da matéria: Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos
Imagem da matéria: Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos · Imagem: Source: www.metropoles.com

3 imagens

Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos
Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos · Imagem: Source: www.metropoles.com

1 de 3

Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos
Judiciário leva crise para o debate da Globo ao tentar ajudar candidatos · Imagem: Source: www.metropoles.com

O presidente Lula

Ricardo Stuckert

2 de 3

Flávio Bolsonaro

Reprodução/YT

3 de 3

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República

LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A primeira partiu da ministra do TSE Estela Aranha. Ex-secretária do Ministério da Justiça na gestão Flávio Dino e indicada por Lula à Corte Eleitoral, ela decidiu proibir a TV Globo de exibir o púlpito vazio destinado ao petista.

Lula, por estratégia, decidiu não comparecer ao debate. Pelas regras assinadas por todos os candidatos, não apenas o espaço destinado ao petista seria exibido, como também poderiam ser feitas perguntas a ele, mesmo ausente.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

A ministra, contudo, decidiu que as regras assinadas previamente pela própria campanha de Lula não seriam válidas, sob o argumento de que seriam “coercitivas” e “configurariam cerceamento dos direitos políticos do candidato”.

A segunda decisão do Judiciário que afetou Flávio partiu do ministro Gilmar Mendes. O decano do STF autorizou o candidato do Missão, Renan Santos, a participar do debate, mesmo sem ter representatividade no Congresso.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas

Ver todas as newsletters

Dos candidatos que aceitaram participar do debate, Renan é o único cuja atuação é independente do bolsonarismo. Sua estratégia permitiria partir para cima de Flávio e fazer o papel de oposição ao senador na ausência de Lula.

O resultado foi a desistência de Flávio Bolsonaro de participar do debate. O candidato alegou “interferência do Judiciário” em função da “censura” promovida pelo TSE, evitando citar a questão da presença de Renan Santos.

O ponto curioso fica por conta das decisões em linhas opostas. Enquanto a ministra do TSE considerou a ata com as regras inválida por ser coercitiva, Gilmar utilizou o mesmo documento para autorizar a participação de Renan.

Tiro para todo lado

O próprio Flávio, vale lembrar, também foi beneficiado por ministros aliados em decisões sobre o debate. Antes da decisão de Gilmar, o presidente do TSE, Nunes Marques, havia decidido que o candidato do Missão ficaria de fora.

Dessa forma, o debate seria composto praticamente por candidatos de direita que deverão estar ao lado de Flávio no segundo turno. A exceção seria Augusto Cury (Avante), que não é especialmente hostil ao bolsonarismo.