A Electronic Software Association (ESA), uma das organizações mais importantes da indústria dos jogos eletrônicos, registrou no departamento de comércio dos Estados Unidos (United States Trade Representative, ou USTR) um documento contra portáteis retrô e consoles plug-and-play que são vendidos com diversos títulos emulados . De acordo com o órgão, no ofício protocolado em 6 de outubro, estes dispositivos são “super falsos” e deveriam ser monitorados e suprimidos pelo governo dos EUA. Seu objetivo é combater a pirataria e impedir a ampla comercialização destes produtos em lojas digitais e marketplaces . A documentação classifica os hardwares como “ilícitos” e aponta para uma possível inclusão na Notorious Markets List — um relatório anual da agência para indicar quem perpetua práticas ilegais e anticompetitividade neste mercado, para torná-lo menos efetivo e lucrativo. A ESA menciona diretamente a Anbernic, uma fabricante que produz videogames similares ao Game Boy e Nintendo 3DS. Esses aparelhos são vendidos com milhares de jogos de sistemas como o NES, SNES, PS1 e diversos outros. Contudo, não é a única e a associação está disposta a derrubar o comércio de artigos deste gênero. De acordo com o grupo, os produtos podem convencer como cópias autênticas, mas órgãos regulatórios não podem se deixar enganar ou influenciar pelo que eles representam. Vale lembrar que a ESA é apoiada por companhias como Konami, Epic Games, Microsoft, Bandai Namco, Sony Interactive Entertainment, Capcom, Ubisoft, Tencent, Square Enix, Nintendo, Electronic Arts, Take-Two Interactive e diversas companhias importantes para o nicho. Logo, a solicitação rnão deve ser ignorada e pode seguir adiante no governo norte-americano. O pedido da ESA contra os portáteis e consoles ilegais O documento protocolado exige sete ações para a USTR, que podem ser implementadas a partir da inserção destes dispositivos na Notorious Markets List. São elas: Na prática, exigências do tipo levam anos para serem aplicadas pelos governos — já que necessitam que mudem diversos aspectos do próprio mercado, o que não é feito sem estudos de impacto, análise minuciosa e um pacote que comporá o conjunto de ações. Na prática, não será algo que será resolvido “amanhã” ou no início de 2027 na pior das hipóteses . A ESA está em guerra total contra a pirataria e afirma que a venda de portáteis e consoles desta categoria não deve ser prolongada na indústria , em prol dos detentores das marcas e grandes estúdios. A preservação segue em ameaça, por outro lado Do outro lado desta história, é nestes dispositivos que muitos fãs têm acesso a games que seguem inacessíveis nas plataformas atuais. Ainda que os “principais” se façam presentes em coletâneas e em assinaturas, muitos favoritos continuam presos a videogames antigos e preços abusivos do mercado retrô. Além disso, há uma grande questão em relação à forma como as grandes companhias reapresentam os jogos ao público. A Nintendo, por exemplo, possui um emulador de Game Boy Advance dentro da assinatura do Nintendo Switch Online + Pacote de Expansão e, ainda assim, oferece [object Object] para venda fora do catálogo e por um preço superior a R$ 100 cada . Apesar de haver todo um debate sobre a posse de itens digitais, preservação de jogos (tanto antigos quanto experiências online, que dependem de servidores) e a precificação abusiva, a ESA escolheu lutar contra dispositivos que, para muitos, representam uma acessibilidade que Sony, Big N e Microsoft nunca ofereceram em décadas. Nos últimos dias, uma figura grande dos jogos afirmou que a pirataria é a única saída dos games: executivo se posiciona contra PlayStation . Porém, o grupo deseja acabar com este mercado em definitivo.





