Golpistas usam conversas em jogos online e redes sociais para conquistar a confiança de crianças e adolescentes, coletar informações pessoais e tentar chegar aos pais e responsáveis, segundo um alerta do Santander. As abordagens podem envolver falsas amizades, promessas de presentes e ofertas de vantagens nos games. O contato começa em espaços como partidas, chats e comunidades . Conforme a interação avança, os criminosos podem solicitar dados, pedir imagens ou insistir para que a conversa continue em outro aplicativo. Como os golpistas conquistam a confiança? Essas abordagens exploram a chamada engenharia social , que consiste em manipular pessoas para conseguir informações ou induzir determinadas ações. Segundo Leandro Granja, responsável pela segurança da informação do Santander, crianças e adolescentes ainda estão desenvolvendo a capacidade de avaliar riscos e reconhecer tentativas de manipulação. Nos jogos, a aproximação pode ocorrer por meio de ofertas de itens virtuais ou recompensas exclusivas. Nas redes sociais, perfis falsos e mensagens privadas ajudam a criar uma relação de proximidade com a vítima. O alerta descreve diferenças conforme a idade. Personagens, brindes e promessas de acesso a jogos podem atrair crianças. Adolescentes também ficam sujeitos a abordagens que exploram pressão de grupo, preocupação com a reputação e relacionamentos virtuais, com risco de chantagem e extorsão. Ferramentas de inteligência artificial podem tornar essas interações mais convincentes, conforme o Santander. A tecnologia permite produzir mensagens personalizadas, criar imagens falsas e imitar vozes, recursos que podem ser usados para simular emergências ou pedidos de alguém conhecido. Quais sinais merecem atenção? Cinco situações que merecem atenção de pais e responsáveis a verificar o que está acontecendo: A presença desses sinais merece uma conversa com a criança ou o adolescente para compreender o contexto da interação. A orientação é que pedidos estranhos, urgentes ou secretos devem ser verificados com um adulto de confiança. Como as famílias podem se proteger? Entre as medidas recomendadas estão revisar as configurações de privacidade das contas, reduzir a exposição pública de informações e acompanhar os contatos adicionados pelas crianças. Também é importante conversar sobre os riscos de enviar fotos, vídeos e dados pessoais a desconhecidos. A orientação deve incluir situações que podem surgir durante uma partida ou troca de mensagens, como uma oferta de presente que exige informações pessoais ou um contato que pede para esconder a conversa dos pais. O Santander também recomenda ensinar crianças e adolescentes a encerrar interações que provoquem desconforto, bloquear o contato e usar os mecanismos de denúncia da plataforma. Veja também: O que é phishing e como se proteger?






