O ministro André Mendonça autorizou, em julho deste ano, que a Polícia Federal investigasse o senador Flávio Bolsonaro para apurar a suposta prática de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas envolvendo o filme Dark Horse. A decisão tornou-se pública após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, pedir a queda do sigilo dos inquéritos relacionados ao Banco Master, sob a relatoria de Mendonça, nesta sexta-feira (11). Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar o suposto desvio de emendas parlamentares destinadas ao financiamento da obra, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação ocorreu simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos dos 49 mandados de busca e apreensão estão o deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama.Autorizada pelo ministro Flávio Dino do STF, a operação foi batizada como “Make-up” e apura um possível esquema criminoso envolvendo agentes públicos e privados que teriam repassado verbas públicas para empresas sem comprovação adequada dos serviços prestados. Em agenda de campanha em Roraima, também na quinta-feira, o pré-candidato do PL à Presidência da República, afirmou que a operação é uma “tentativa de interferência política” nas eleições e declarou que a produção da obra não utilizou dinheiro público irregular. “Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro, de ponta-cabeça, que não vai ter nada.”, disse o senador. “O que tem, claramente, é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. A única realidade... qual o fundamento dessa operação? Político.”, acrescentou. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp




