Alfredo Henrique

Condenado por integrar quadrilha armada, Edilson Ricardo da Silva esteve na cadeia de Milton Leite e saiu acompanhado de investigador

Alfredo Henrique

19/10/2026 15:33

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Um ex-policial militar condenado por integrar uma quadrilha armada está entre as pessoas que tiveram a presença registrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na cadeia onde está preso o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Edilson Ricardo da Silva (imagem em destaque à esquerda) esteve na unidade em 9 de outubro, durante uma série de visitas consideradas suspeitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A motivação para o ex-soldado da PM ir até a unidade prisional ainda é apurada.

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Vereador Milton Leite
Afonso Braga/Câmara Municipal de SP
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Quase R$ 20 mil forma abandonados por invasores
Reprodução/PM
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Imóvel na zona sul de São Paulo
Reprodução/ TV Globo
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Imóvel que seria usado como escritório do ex-vereador Milton Leite (União)
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Ex-vereador Milton Leite se entrega à Polícia Civil, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo
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Tarcísio participa do lançamento das candidaturas de Alexandre Leite a deputado estadual e Milton Leite Filho a deputado federal
Caiuá Maia / Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas
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O ex-vereador Milton Leite saindo de delegacia em Mogi das Cruzes
Reprodução/TV Bandeirantes
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Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Milton Leite
Edson Lopes Jr / Secom / Prefeitura de São Paulo
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Milton Leite, presidente de honra da Estrela do Terceiro Milênio, desfila ao lado dos filhos
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O presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite
Lucas Bassi/Rede Câmara
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Vereador Milton Leite (União Brasil)
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Milton Leite (União) e Ricardo Nunes (MDB)
Lucas Bassi/Rede Câmara SP
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Vereador Milton Leite (União), presidente da Câmara de São Paulo
Richard Lourenço/Rede Câmara
A coluna teve acesso a uma decisão judicial na qual o ex-PM foi condenado pelo envolvimento em um roubo de armas de uma companhia da Polícia Militar, em agosto de 2009, em Guararema, no interior paulista. O crime antecedeu outro roubo, quase simultâneo, de caixas eletrônicos em uma agência bancária — aos moldes da prática conhecida como Novo Cangaço (leia mais abaixo).
A quadrilha auxiliada pelo então soldado da PM era composta por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme documentos judiciais consultados pela coluna.
Em março de 2018, o Tribunal de Justiça Militar decidiu pela perda da graduação do soldado. Como ele já havia pedido exoneração do cargo, a Justiça militar suspendeu a execução da medida da perda de patente.
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Ida à cadeia onde está Milton Leite
No episódio mais recente, relacionado à carceragem onde Milton Leite está preso, Edilson chegou à unidade dirigindo um Hyundai Sonata registrado em nome do investigador Hemerson Martins Loureiro. O policial civil compareceu em uma viatura descaracterizada e deixou o local acompanhado do ex-PM, segundo o documento.
A presença de Edilson integra as movimentações examinadas pelo Gaeco, que apura possíveis favorecimentos a Milton Leite durante a prisão. As defesas de Hemerson e Edilson não foram localizadas. O espaço segue aberto para manifestações.
O ex-vereador está preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo de São Paulo. Ele nega as acusações e, por meio da defesa, também negou ter recebido regalias na prisão.
Delegada e policiais afastados
Como a coluna revelou, no mesmo dia da presença do ex-PM, uma mulher com características semelhantes às da delegada seccional Margarette Barreto esteve na unidade.
Na ocasião, uma pessoa parecida com Milton Leite foi retirada da carceragem e levada a uma área restrita, onde permaneceu por quase uma hora. A movimentação ocorreu sete dias antes da Operação Custódia (In)Fiel, deflagrada pelo Gaeco em 16 de outubro.
No sábado (17/10), a Polícia Civil afastou três delegados, um investigador e um carcereiro, após depoimentos à Corregedoria. A medida busca evitar interferências nas investigações.
Roubo de armas da PM
O passado de Edilson inclui uma investigação sobre o roubo de armas da 3ª Companhia do 17º Batalhão da PM, em Guararema, em agosto de 2009.
Segundo denúncia do Gaeco, integrantes de uma quadrilha renderam policiais militares, invadiram a unidade e subtraíram dez armamentos. Quatro carabinas danificadas foram deixadas no local, indicando que a quadrilha contava com informações privilegiadas. A ação ocorreu simultaneamente a um ataque contra caixas eletrônicos de uma agência bancária da cidade.
A investigação apontou que Edilson, então soldado da PM, colaborou com informações sobre a rotina da companhia e a atuação de colegas de farda.
O esquema incluiu a rendição de um cabo da PM, mantido sob o controle dos criminosos enquanto parte do grupo roubava as armas e outros integrantes atacavam os caixas eletrônicos.
Anos depois, o nome de Edilson reaparece em uma investigação do Gaeco, desta vez entre as pessoas identificadas que foram até a unidade prisional onde está detido Milton Leite.


