Mirelle Pinheiro

Iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em 138 unidades prisionais espalhadas pelo Brasil

Giovanna Sfalsin

22/10/2026 18:14

Divulgação/MJ

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em conjunto com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), realizou, nesta quinta-feira (22/10), a entrega de equipamentos tecnológicos aos 26 estados e ao Distrito Federal para reforçar a segurança nos presídios. O investimento é de aproximadamente R$ 53 milhões.

A estrutura inclui kits de varredura para localizar dispositivos eletrônicos escondidos, georradares capazes de identificar possíveis túneis e drones para monitorar unidades prisionais durante o dia e à noite.
A iniciativa faz parte de uma estratégia de fortalecimento da segurança em 138 unidades prisionais selecionadas com base em critérios técnicos e de inteligência penal.
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O material permite localizar aparelhos eletrônicos ocultos, mesmo quando estão desligados, e identificar sinais de radiofrequência associados a dispositivos de comunicação. Além disso, a tecnologia ajuda a tornar as inspeções mais rápidas, reduzindo a necessidade de danificar paredes, pisos e objetos para procurar materiais ilícitos.
No caso dos georradares, eles permitem examinar o solo e estruturas para identificar possíveis túneis e cavidades. Já os drones contam com câmeras de aproximação, sensores térmicos e recursos de infravermelho.
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Novos equipamentos
A Senappen ainda prepara novas aquisições para reforçar as inspeções nas celas. Está previsto um pregão para a compra de boroscópios, com investimento estimado em R$ 700 mil. Os aparelhos possuem pequenas câmeras que permitem examinar cavidades e locais de difícil acesso.
Também é planejado a aquisição de aparelhos portáteis de raios X, com investimento estimado em R$ 58 milhões, que devem auxiliar na identificação de materiais escondidos em objetos e locais suspeitos.
Além disso, uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB), com investimento de R$ 10 milhões na primeira etapa, é estimada para desenvolver soluções de parlatórios físicos e virtuais destinados à comunicação e ao atendimento de pessoas privadas de liberdade.
Segundo o diretor de Inteligência Penal da Senappen, Glautter Morais, o conhecimento aplicado nessas ações foi construído no trabalho conjunto das equipes federais e estaduais.
“Já realizamos uma operação no Equador e recebemos solicitações de outros países. Neste mês, um policial argentino participou de uma capacitação conosco. É um conhecimento construído no trabalho dos policiais penais federais e estaduais que também pode contribuir com outros países”, disse.


