Domingos Rubião Alves Meira (Barra do Piraí, 4 de junho de 1878 – São Paulo, 13 de janeiro de 1946) foi um médico brasileiro. Foi o terceiro reitor da Universidade de São Paulo (USP), ocupando o cargo entre os anos de 1939 e 1941. Foi partidário do Partido Republicano Paulista (PRP) e do Partido Republicano Progressista (PRP).
Biografia
Primeiros anos e formação acadêmica Domingos nasceu na cidade de Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro. Mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi estudar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM), onde formou-se aos 21 anos de idade. Doutorou-se no ano seguinte, em 1900, com a tese estudo semiótico do coma.
Carreira Após ter-se formado, mudou-se para cidade de Piuí, no interior do estado de Minas Gerais, onde passou a exercer medicina. Após um curto período em Minas, mudou-se para o interior do estado de São Paulo, onde realizou trabalhos nos municípios de São Miguel Arcanjo e Jaboticabal. Posteriormente, mudou-se para a capital paulista, onde estabeleceu-se. Nos anos de 1907 e 1908, tentou ingressar dois concursos para preenchimento da vaga de catedrático de clínica médica na Faculdade Nacional de Medicina, não obtendo êxito em nenhuma das tentativas. Presidiu a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, a atual, Academia de Medicina de São Paulo (AMSP), de 1905 a 1906. Ocupou novamente ao cago em 1911 e 1912. Foi um dos fundadores da Academia Paulista de Letras (APL), ocupando a poltrona 28. Em 1916, passou a ser professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Com o avanço do Estado Novo de Getúlio Vargas, Ademar de Barros, foi nomeador para o cargo de interventor federal de São Paulo. No ano de 1939, Rubião foi nomeado por Ademar ao cargo de reitor da USP, substituindo o engenheiro Lúcio Martins Rodrigues, sendo o primeiro reitor da Faculdade de Medicina à tornar-se reitor. Permaneceu como reitor da universidade até o ano de 1941, sendo substituído pelo advogado Jorge Americano. Após ocupar o cargo, retornou para as atividades de docente na universidade. Com aproximação de Ademar de Barros tornou-se partidário do ex-interventor nas eleições de 1945. Filiou-se ao Partido Republicano Progressista (PRP), para concorrer ao senado federal, não obtendo êxito.
Vida pessoal Foi casado Margarida Rubião Alves Meira, filha do político paulista João Álvares Rubião Júnior, com quem teve quatro filhos.
Morte .Rubião morreu na cidade de São Paulo, em janeiro de 1946. Seu corpo foi velado na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Rio de Janeiro, sua cidade natal.
Referências