O Disque Denúncia divulgou nesta quinta-feira (17) um cartaz com oito criminosos procurados pela Polícia Civil por envolvimento em uma quadrilha especializada em roubos e furtos de veículos na região do Grande Méier, na zona norte do Rio de Janeiro.Segundo as investigações da DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis), os suspeitos teriam ligação com o Comando Vermelho e atuariam principalmente na comunidade da Árvore Seca, no Complexo do Lins, e em outras áreas do Grande Méier.Os procurados são Vitor Francisco Carlos Júnior, conhecido como “Turco”, “Putão” ou “Plutão”, de 47 anos; Lucas Lira Ferreira Silva, o “Macumbinha”, de 27; Ramon da Silva Foly dos Santos, o “Foly”, de 28; Renan Folly Gomes, de 27; Vitor Leandro de Souza, chamado de “Flash” ou “Chokito”, de 29; João Vitor Lira Ferreira, de 23; Vinicius Pereira dos Santos, o “Zerde”, de 28; e Gabriel Correa Chrisostomo da Silva, de 22 anos.A divulgação ocorre após uma operação realizada pela Polícia Civil na terça-feira (15) para prender integrantes do grupo. A ação foi conduzida por agentes da DRFA-CAP (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital), com apoio do DGPE (Departamento-Geral de Polícia Especializada) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais). Três pessoas foram presas durante a ofensiva, sendo duas em flagrante.Entre os presos está Victor Hugo Martins Rocha, conhecido como “Puma”. De acordo com a investigação, ele seria responsável por receber, adulterar e encaminhar veículos roubados para outros estados, entre eles Mato Grosso. A polícia também identificou publicações em redes sociais nas quais o suspeito aparecia com veículos de luxo, dinheiro e armas.As investigações apontam ainda que os criminosos estariam envolvidos em roubos de veículos, receptação, adulteração de sinais identificadores e fraudes eletrônicas. Celulares e cartões bancários roubados das vítimas também teriam sido utilizados em golpes.Um dos grupos investigados é identificado como equipe “R7” e seria especializado em roubos de veículos na região do Grande Méier. Segundo a Polícia Civil, os criminosos atuavam de forma organizada, com divisão de tarefas e uso de veículos de apoio e motocicletas.As abordagens geralmente eram realizadas por grupos de aproximadamente quatro integrantes, que ameaçavam as vítimas e levavam carros, celulares, cartões, joias, relógios, documentos, notebooks, tablets, carteiras e chaves de imóveis.De acordo com os investigadores, há registros de crimes atribuídos ao grupo desde 2024. O Complexo do Lins seria utilizado como uma espécie de base operacional, servindo para dar suporte às ações criminosas e ao escoamento dos veículos roubados. A localização da comunidade, próxima a importantes vias da zona norte do Rio, também teria facilitado a movimentação dos integrantes.Durante o trabalho de investigação, os policiais analisaram ainda perfis em redes sociais vinculados aos alvos. Conforme a polícia especializada, uma conta associada a Vitor Francisco Carlos Júnior, o “Turco”, exibia veículos de alto valor, dinheiro em espécie, armas de fogo e outros itens que seriam relacionados às atividades criminosas.A partir das provas reunidas pela DRFA-CAP, a autoridade policial representou pela prisão preventiva de um dos investigados. A medida foi autorizada pela 5ª Vara Criminal da Capital, pelo crime de organização criminosa.Informações que possam ajudar na localização dos procurados podem ser repassadas ao Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp








