Após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguirem para o segundo turno das eleições na disputa pela Presidência da República, Antonio Tabet fez críticas à campanha do presidente, que concorre à reeleição. Segundo o humorista, o resultado diante de Flávio Bolsonaro (PL) evidencia problemas na estratégia do petista, entre eles a “péssima comunicação”— o candidato do PL encerrou a apuração com 47,03% dos votos e o petista, 45,16%.Na postagem nas redes sociais, Tabet criticou as estratégias de campanha de Lula, afirmando que utilizaram artifícios que eram “tendência lá em 1985”. “O campo progressista perdeu-se na autossuficiência. Enquanto a direita assimilava a linguagem do TikTok e surfava nas redes, a campanha da esquerda seguiu apostando na cirandinha de chamar artistas milionários (gente até com problema na Justiça que, se não fosse da patota, estaria cancelada) para fazer clipe bonitinho”, pontuou.4 imagensFechar modal.1 de 4Antonio Tabet e Flávio BolsonaroReprodução2 de 4Antonio Tabet como Sargento Peçanha, personagem do Porta dos Fundos que o popularizou na webReprodução3 de 4Antonio Tabet ironiza repercussão de publicação sobre "família miliciana"Reprodução/X4 de 4Antonio TabetGlobo/Paulo BeloteOutra polêmica de TabetAliado politicamente ao centro-esquerda, às vésperas do primeiro turno, Antonio Tabet se envolveu em uma controvérsia com Flávio Bolsonaro.Após circular o boato de que o primogênito do ex-presidente queria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, o humorista publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com uma crítica à “família miliciana”.O candidato do PL interpretou o termo como referência à família Bolsonaro.A publicação foi retirada do ar por decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Tabet também criticou a falta de construção de novas lideranças dentro da esquerda. No texto, ele citou nomes como Flávio Dino, agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); Fernando Haddad, que perdeu para Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo; e Guilherme Boulos, que, para ele, ficou “em banho-maria”.O humorista também criticou a falta de mulheres da esquerda nas disputas. “Os machistas elegeram mais senadoras que os feministas. Curioso, não? E isso tudo tapando o sol da rejeição ao lulopetismo com uma peneira. A síndrome do protagonista parece ser mais contagiosa que a tal vontade de lutar pela democracia. Aí, tome desconexão com a realidade!” Leia também BrasilMendonça manda Tabet apagar post sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida BrasilNossa Senhora: Tabet diz ao TSE que citou família miliciana e não Bolsonaro BrasilApós decisão de Mendonça, Tabet pede desculpas “à família miliciana” CelebridadesQuem é Antonio Tabet, ator envolvido em polêmica com Flávio e Nossa Senhora Escolhas erradas de Lula e futuroNo desabafo publicado nas redes sociais, o ator também direcionou críticas à forma como a campanha teria lidado com trabalhadores informais e pequenos empreendedores. Para ele, faltaram propostas voltadas a motoristas de aplicativo, pequenos empresários, autônomos, influenciadores e motoboys. “Muita lacração e poucas ideias”, destacou.Ele ainda citou a proibição das Bets e falou que o governo escolheu “tratorar e subestimar outra paixão do brasileiro: o futebol”. “Bastava ler a repercussão aqui [no X] para ter a medida. Na real, dá para resumir tudo aí em cima em uma palavra: vaidade”, completou.Apesar das críticas, o humorista afirmou que ainda considera possível uma mudança de cenário no segundo turno e citou uma série de temas e rumores relacionados a um eventual governo de Flávio Bolsonaro.“Resta saber se, em três semanas, a imprensa, a opinião pública, políticos, instituições e o eleitor brasileiro estão mesmo a fim de um país que, segundo notícias e rumores, poderia acabar com o Pix, soltar Vorcaro, liberar o Tigrinho, empoderar Igrejas Evangélicas, manter a escala 6 por 1, queimar mais florestas, privatizar praia, dominar o STF, virar quintal de Trump etc. Quem viver verá.”Veja a postagem na íntegra:Bom… esta derrota de Lula para o filho de Jair Bolsonaro no 1º turno joga luz sobre problemas que cercam o atual presidente há décadas. Sem exagero.Para começar, a péssima comunicação. O campo progressista perdeu-se na autossuficiência. Enquanto a direita assimilava a linguagem do TikTok e surfava nas redes, a campanha da esquerda seguiu apostando na cirandinha de chamar artistas milionários (gente até com problema na Justiça que, se não fosse da patota, estaria cancelada) para fazer clipe bonitinho. Artificio que era tendência lá em 1985.Depois, mais presunção. Houve tempo de sobra para construir outra liderança, mas todas as possibilidades foram sufocadas. Dino foi empurrado pro STF, Haddad deslocado para segurar as buchas, Boulos ficou em banho-maria e as mulheres… bem… que mulheres? Os machistas elegeram mais senadoras que os feministas. Curioso, não?Ah! E isso tudo tapando o sol da rejeição ao lulopetismo com uma peneira. A síndrome do protagonista parece ser mais contagiosa que a tal vontade de lutar pela democracia.Aí, tome desconexão com a realidade! Desta vez, com o trabalho informal. Muita lacração e poucas ideias para motoristas de aplicativo, pequenos empresários, autônomos, influenciadores e motoboys. Prova disso foi a maneira atabalhoada com a qual jogou no ventilador a MP das BETs. Poderia dialogar, planejar, estipular um prazo ou ir em cima só de cassinos, mas preferiu tratorar e subestimar outra paixão do brasileiro: o futebol. Incomodou você? Bem… você e a torcida do Flamengo. Flamengo, Corinthians, Santos, Vasco e outros… literalmente. Bastava ler a repercussão aqui para ter a medida.Na real, dá para resumir tudo aí em cima em uma palavra: vaidade.Enfim… dá tempo de consertar? Algumas coisas? Sim. A eleição tá perdida? Não. Dá para virar. São dois turnos e só acaba quando termina. E mais: este pleito tá provando que o improvável tá bem distante do impossível. E todas… absolutamente todas as pesquisas erraram. Cravar o que vai acontecer não é um exercício fácil.Resta saber se, em três semanas, a imprensa, a opinião pública, políticos, instituições e o eleitor brasileiro estão mesmo a fim de um país que, segundo notícias e rumores, poderia acabar com o Pix, soltar Vorcaro, liberar o Tigrinho, empoderar Igrejas Evangélicas, manter a escala 6 por 1, queimar mais florestas, privatizar praia, dominar o STF, virar quintal de Trump etc.Quem viver verá.— Antonio Tabet (@antoniotabet) October 5, 2026














