Manoela Alcântara

Mauro Moraes alegou perseguição política após busca da PF ligada a saque de R$ 300 mil feito por um assessor na Assembleia do Paraná

Pablo Giovanni
03/10/2026 15:16, atualizado 03/10/2026 15:22
Reprodução
O deputado estadual Mauro Moraes (PL-PR) afirmou que mantém uma reserva de dinheiro em espécie por medo de um novo confisco de recursos no país. A declaração foi feita após o parlamentar ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF).
Em vídeo divulgado após a operação, Moraes alegou ter sido vítima de “perseguição política” dentro da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e em comitês de campanha.
“Mantenho, sim, reserva em espécie do meu dinheiro, pois, como todos os brasileiros, fomos vítimas de confisco do governo Collor”, afirmou.
Moraes prosseguiu: “E acredito que todo brasileiro deveria pensar como eu dessa forma. Se Lula ganhar [as eleições], temo que esta tragédia aconteça de novo. Não tenho medo e não me deixarei bater por retalhações, injúria, calúnias e difamações.”
O deputado foi alvo de um mandado de busca e apreensão após um de seus assessores sacar cerca de R$ 300 mil em uma agência do Itaú instalada na Alep. Ele atribui a uma perseguição após apoiar Sérgio Moro (PL) para o governo do estado.
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Moraes foi abordado por policiais federais à paisana no pátio da Assembleia, em frente à agência bancária. O deputado é candidato à reeleição pelo PL.
Investigações
Segundo a PF, a investigação apura movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo operações com um “expressivo volume de recursos em espécie”.
Os investigadores buscam identificar a origem e o destino do dinheiro e verificar se os valores têm relação com possíveis crimes eleitorais.
A busca foi autorizada pela Justiça Eleitoral. Durante a ação, os policiais recolheram documentos, registros, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer as movimentações investigadas.

