Pais denunciam que os filhos estão há pouco mais de um mês sem aulas de inglês no período da manhã no Centro Interescolar de Línguas (Cilg) do Guará, por falta de professor substituto. No total, 40 dos 80 encontros matutinos já foram cancelados.Em nota encaminhada nesta quinta-feira (1º/10), a Secretaria de Educação do Distrito Federal declarou que o Cilg receberá um novo professor na manhã desta quinta (leia mais ao fim da matéria).Andrea Fonseca* relatou ao Metrópoles que o filho, de 13 anos, ingressou no Cilg no início do ano e faz parte da turma 10 de inglês, e estuda às terças e quintas-feiras. A última vez que teve aula foi em 8 de setembro, o que contabiliza 14 dias sem atividades. Ela diz que o motivo da suspensão é pelo fato do professor da turma estar de atestado médico, e que até o momento não foi fornecido um substituto.A mãe afirma que a situação acaba prejudicando os alunos, que estão desde o início do mês sem estudar. “Meu filho praticamente não teve aula em setembro. Já passou o período de provas, ele perdeu o conteúdo. Praticamente um mês inteiro sem aula, pois não tem previsão de contratação de algum educador”.Além da turma do filho de Andrea*, outras salas, de períodos e idiomas diferentes, como espanhol e francês, também tiveram as atividades canceladas por falta de professor. No total, 126 aulas precisaram ser remarcadas. As informações sobre os cancelamentos são enviadas aos responsáveis em um grupo de transmissão (foto em destaque).Andrea conta que chegou a procurar a secretaria do Cilg em busca de respostas. “Eles me disseram que já tinham entrado em contato com a Regional de Ensino para contrarar um substituto, mas que ainda não haviam encontrado”.A escola informou, ainda, que o docente responsável pelas turmas encontra-se de atestado médico e, por isso, não cabe a ele repor as aulas perdidas durante o mês. Em 11 de setembro, o Cilg chegou a compartilhar um edital para professores temporários.“Uma irresponsabilidade por parte da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Hoje, falar mais de uma língua é fundamental. Essa falta só está atrasando o ensino dele. Fico frustrada por ver a secretaria não tomar conta de uma situação tão simples. Ela [secretaria] vive fazendo concursos e provas tanto para substituto, temporário quanto para professores fixos e simplesmente não conseguem seguir com o protocolo tão corriqueiro”, desabafa a mãe.A mulher diz que o filho se sente desmotivado com o “fim” das atividades, e que parece não fazer mais “tanta questão”. “Para ele, sair da rotina é desmotivante. Adolescente precisa seguir a rotina para aprender a gostar de alguma coisa. E não seria diferente com uma língua em que ele só está no segundo nível. Percebo que ele não faz mais questão”, conta. Ela ainda explica que se caso seja contratado um professor substituto, os jovens precisarão sacrificar os fins de semana para realizar reposições, já estando esgotados da rotina da escola da semana.O que diz a EducaçãoEm nota, a Educação do DF disse que “o Centro Interescolar de Línguas do Guará (CILG) vai receber um novo professor para o curso de Português como Língua de Acolhimento (PLAC) até quinta-feira (1º/10)”.“O curso atende estudantes estrangeiros que ainda não falam português. Por se tratar de uma oferta específica, o professor precisa ter formação em Língua Portuguesa e Língua Inglesa, além de passar por uma banca de aptidão que comprova a capacidade para o cargo”, completa a pasta.“A Coordenação Regional de Ensino do Guará também está providenciando a contratação de outro professor de Língua Inglesa para atender a uma necessidade apontada pela escola”, encerra.*Nome fictício para proteger a identidade da fonte.







